2 milhões de euros para estudar vacinas em tumores avançados. Portugueses vão continuar

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Sandor Kacso / Wikimedia

Especialistas de quatro entidades portuguesas vão explorar a utilização das “promissoras” vacinas antitumorais no tratamento de tumores avançados.

Investigadores do Núcleo de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) integram um projeto que, financiado em 2,1 milhões de euros, visa explorar a utilização das “promissoras” vacinas antitumorais no tratamento de tumores avançados, foi revelado esta segunda-feira.

Em enviado, o meio da Universidade do Porto revela que o projeto junta também especialistas do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto), da NOVA School of Science and Technology da Universidade NOVA de Lisboa e da empresa portuguesa Stemmatters.

O projeto, financiado em 2,1 milhões de euros pelo programa Portugal 2020, visa associar a utilização de vacinas antitumorais de células dendríticas com anticorpos para o tratamento de tumores.

Destacando que os dados disponibilizados pela Direção-Universal de Saúde (DGS) mostram que “a incidência das doenças oncológicas tem aumentado em Portugal, a par da mortalidade”, o CINTESIS diz ser “crucial” desenvolver novos tratamentos que se tornem eficazes “nos casos mais difíceis” de cancro, abrindo assim uma “janela de esperança” nos casos considerados incuráveis.

Citado no enviado, o médico Júlio Oliveira, do IPO-Porto, esclarece que o projeto vai debruçar-se sobre as vacinas antitumorais baseadas em células dendríticas, que constituem “uma imunoterapia atrativa” devido à sua capacidade de ativar os linfócitos T e “induzir resposta imunológica, protegendo os doentes da progressão tumoral e possíveis recidivas“.

“Estudos recentes revelam que exclusivamente 10 a 25% dos doentes respondem muito a esta abordagem terapia”, destaca, no entanto, o CINTESIS.

Perante estes dados, os investigadores vão testar a associação das “promissoras” vacinas com o uso de outros fármacos conhecidos com “anticorpos inibidores de “checkpoints” imunitários”.

“Espera-se que a combinação das duas estratégias de combate ao cancro crie uma sinergia terapia que resulte em maiores benefícios para os pacientes“, lê-se no documento.

De contrato com os investigadores, o projeto vai explorar um “novo paradigma de combate ao cancro”, ao combinar tecnologias de manipulação de células do sistema imunitário e de “bloqueio” dos mecanismos de controlo da resposta imunitária.

O projeto, intitulado DCMATTERS, vai ainda permitir desenvolver e fabricar “uma terceira geração de células dendríticas com maior capacidade de indução de resposta antitumoral”.

No transcurso da investigação será também desenhado um tentativa médico em doentes já candidatos para tratamento com inibidores de “checkpoints” imunitários.

“O projeto promete estabelecer capacidade de fabrico industrial de novas imunoterapias celulares, contribuindo para o desenvolvimento médico de imunoterapias inovadoras no nosso país”, acrescenta o coordenador do projeto e diretor executivo da Stemmatters, Rui Sousa.

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