5 dicas sobre a despedida, o pranto, as alterações

0
1670

George Pak / Pexels

Cinco indicações importantes, numa temporada em que milhares de crianças regressam a (ou estreiam-se em) escolas e creches.

O ano lectivo 2022/23 vai debutar na próxima semana, mais de um milhão de alunos vão voltar à sua escola. Ou estrear-se numa escola.

Entretanto, nestes primeiros dias de Setembro, milhares de crianças mais pequenas voltaram a estar com os seus amigos, nas creches.

Nesta temporada, há alguma coisa que perturba imensos pais: o momento da separação. O momento em que se deixa o rebento, ou a filha, no portão. E há pranto, desespero, no primeiro dia, no segundo, no terceiro…

Por isso, a psicóloga Tânia Correia publicou um texto, no qual deixa cinco indicações importantes sobre esta temporada de regressos, ou de estreias.

Uma temporada de “adaptação” – que poderia nem ter oriente rótulo. A menino não tem de se adequar; deve gostar do sítio, das pessoas. Sentir-se muito, não somente adaptada (ou resignada).

Primeiro: não se deve forçar a despedida. Nem forçada, nem feita num lugar pouco caloroso, porquê o portão da escola. Isso não ajuda a menino.

Segundo, imitar o protocolo real em funerais e impedir que as crianças chorem também é má teoria. As crianças podem e devem revelar que estão tristes, que estão a sentir-se abandonadas, que vão sentir saudades dos pais. Não passam a ser “mariquinhas” por razão disso. As emoções são para desabrochar, não para esconder.

Cada menino tem o seu ritmo. Nenhum pequeno é espectacular se a adaptação demorar um dia e nenhuma menino é uma “mimada” se a adaptação demorar um ano. E evite-se comparações.

Se a adaptação não percorrer muito, a responsabilidade não estará somente na menino. Os pais e, sobretudo, a escola também devem ser incluídas na equação.

Por término, é normal surgirem alterações de comportamento, maior subordinação, outro tipo de reacções no retorno a vivenda. Sermões ficam no lixo; é melhor conversar, compreender, deixar a menino à vontade para exprimir o que está a intercorrer nesta temporada de sentimentos mais fortes.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

Deixe um comentário