98% das mulheres nos campos nazis deixaram de menstruar. Já sabemos porquê

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Nick Perrone / Flickr

Um novo estudo descobriu que os nazis tentaram deliberadamente esterilizar as mulheres presas nos campos de concentração ao misturarem químicos na sopa. Murado de 98% das sobreviventes do Sacrifício sofreram complicações nas gravidezes que tiveram depois o término da guerra.

Há vários factores que podem explicar o que acontece quando uma mulher deixa de menstruar subitamente. A gravidez é uma das respostas mais óbvias, sendo leste até um dos sintomas mais comuns de que há um recém-nascido a caminho.

Ter uma baixa percentagem de gordura corporal também é uma provável justificação da amenorreia, seja esta causada pela práctica desportiva — as atletas de cocuruto nível frequentemente deixam de menstruar por esta razão — ou pela subnutrição severa.

Agora, um novo estudo publicado na Social Science and Medicine decifrou o que está por trás do término súbito do ciclo menstrual das mulheres que estavam presas nos campos de concentração dos nazis durante o Sacrifício.

Apesar de a subnutrição poder parecer a resposta óbvia, uma estudo aos registos históricos e entrevistas com sobreviventes indicam que os nazis misturavam esteroides sintéticos na comida que davam às prisioneiras já com o intuito de as tornar inférteis, relata o IFLScience.

Isto explica a paragem tão generalizada e súbito que 98% das mulheres detidas pelos nazis sentiram no seu ciclo menstrual. “Até durante outras horríveis atrocidades em volume na história, esse início súbito de amenorreia não ocorreu ou ocorreu lentamente com a combinação da penúria com o traumatismo durante um período de 12 a 18 meses”, explica a autora do estudo Peggy J. Kleinplatz .

“Portanto, a minha pergunta era: o que estava a sobrevir de dissemelhante com estas mulheres nos campos de concentração, fazendo com que isto ocorresse imediatamente e não pudesse ser totalmente explicado pelas hipóteses de traumatismo, subnutrição ou ambos? Comecei a investigar se havia alguma tentativa deliberada de suscitar a interrupção da mênstruo nestas mulheres judias”, acrescenta.

A equipa de investigadores ouviu os testemunhos de 93 mulheres que sobreviveram ao Sacrifício e descobriu que todas com a exclusão de duas desenvolveram amenorreia quando foram presas.

As únicas duas mulheres que não deixaram de menstruar contam que notaram a presença de um pouco estranho na sopa e recusaram comê-la.

Outros relatos indicam que as mulheres eram forçadas a tomar comprimidos ou levar injecções que interromperam a sua mênstruo. Um funcionária das cozinhas de Auschwitz afirma que via pacotes de “pequenos químicos cor-de-rosa claros semelhantes a grãos” a serem adicionados às sopas — sopas essas que só eram dadas às mulheres e que nunca eram comidas pelos homens ou pelos guardas.

A teoria de que os nazis usaram químicos para leste término também ganha força graças aos documentos apresentados nos julgamentos de Nuremberga. Entre os registos incluem-se cartas de 1942 onde os oficiais nazis de topo marcam reuniões para discutir a esterilização das mulheres judias.

Nesses encontros, ficou deliberado que o método escolhido causaria a infertilidade das prisioneiras sem o seu conhecimento e que os primeiros testes seriam feitos no campo de concentração de Auschwitz.

A Alemanha também investiu muito na produção de hormonas sexuais sintéticas durante a Segunda Guerra Mundial — uma escolha que intrigou os cientistas visto ser uma prioridade peculiar num país envolvido num enorme conflito. Devido à falta de registos históricos dos nazis sobre estas prácticas de esterilização, os autores do estudo não sabem ao manifesto que químicos é que foram usados.

Em seguida o término do conflito, murado de 98% das mulheres sofreram complicações durante as gravidezes. De 197 gravidezes confirmadas, um quarto acabou com um monstruosidade natural e 6,6% dos bebés morreram ao promanação. Somente 16% das sobreviventes incluídas no estudo conseguiram ter mais de dois filhos.

  Adriana Peixoto, ZAP //

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