A 1.ª extinção em volume na Terreno ocorreu há 550 milhões de anos

0
7587

Scott Evans / Virginia Tech

Impressões dos fósseis do período Ediacarano

A maior secção das espécies extintas no final do período Ediacarano (há quase 550 milhões de anos) foi causada por uma queda na disponibilidade de oxigénio em todo o mundo, revelou um novo estudo.

Numa investigação publicada recentemente na Proceedings of the National Academy of Sciences, geobiólogos da Virginia Tech, nos Estados Unidos (EUA), concluíram que leste período assistiu à primeira extinção em volume, na qual morreram muro de 80% das espécies.

“Isto incluiu a perda de muitos tipos diferentes de animais. No entanto, aqueles (…) que dependiam de quantidades significativas de oxigénio parecem ter sido atingidos de forma particularmente dura”, disse o investigador Scott Evans, citado pelo Interesting Engineering.

Estes resultados “sugerem que o evento de extinção ocorreu a nível ambiental, tal uma vez que todas as outras extinções em volume no registo geológico”, continuou.

“Alterações ambientais, tais uma vez que o aquecimento global e eventos de desoxigenação, podem levar à extinção em volume de animais e a uma profunda perturbação e reorganização do ecossistema”, disse Shuhai Xiao, coautor do estudo, notando: “isto tem sido demonstrado repetidamente no estudo da história da Terreno”.

Segundo Evans, não se sabe o que causou a queda de oxigénio a nível global. Os animais que se extinguiram reagiram a uma redução da quantidade de oxigénio à graduação global, embora a extinção possa ter sido causada por uma combinação de movimentos de placas tectónicas, erupções vulcânicas e impactos de asteróides.

“O nosso estudo mostra que, tal uma vez que todas as outras extinções no pretérito, esta primeira extinção em volume de animais foi causada por alterações climáticas – mais uma numa longa lista de advertências que demonstram os perigos da atual crise climática para a vida bicho”, reforçou.

Segundo Xiao, as extinções em volume que já eram conhecidas na história bicho são: a Extinção do Ordoviciano–Siluriano (há 440 milhões de anos), a Extinção do Devoniano (há 370 milhões de anos), a Extinção Permiano-Triássica (há 250 milhões de anos), a Extinção do Triássico-Jurássico (há 200 milhões de anos) e a Extinção do Cretáceo-Paleógeno (há 65 milhões de anos).

“As extinções em volume são reconhecidas uma vez que passos significativos na trajetória evolutiva da vida neste planeta”, indicaram os investigadores.

Na investigação, a equipa encontrou dados que apontam para “subtracção da disponibilidade global de oxigénio uma vez que o mecanismo responsável por essa extinção”.

“Isto sugere que os fatores abióticos têm tido impactos significativos nos padrões de inconstância ao longo dos mais de 570 milhões de anos de história dos animais neste planeta”, escreveram os autores.

  ZAP //

Deixe um comentário