A chave para a felicidade pode estar nos sorrisos amarelos

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András Arató, “Hide the Pain” Harold

Os sorrisos falsos podem ultimar por nos dar verdadeiras razões para sorrir. Um novo estudo descobriu que sorrir ajuda a melhorar a nossa disposição, mesmo quando não nos apetece.

Será que Nat King Cole tinha razão quando nos aconselhava a sorrir mesmo quando estamos de coração partido? Uma novidade pesquisa publicada na Nature Human Behavior tentou deslindar se, por fim, um sorriso amarelo pode ultimar mesmo por levantar o nosso astral quando estamos em ordinário.

Para isto, os investigadores recrutaram 3800 voluntários de 19 países e pediram-lhes para forçar um sorriso ou manter uma frase neutra e depois reportaram quão felizes se sentiam, relata o Science Alert.

Os autores também não disseram aos participantes qual era o verdadeiro propósito do estudo para que isto não influenciasse as respostas, tendo inventado experiências e tarefas aleatórias. Para os voluntários, o estudo era sobre a influência que pequenos movimentos e distrações têm nas capacidades de solução de problemas matemáticos.

Cinco das experiências envolveram ter de forçar um sorriso e uma delas exigiu a colocação de uma caneta entre os dentes. Os resultados dos inquéritos preenchidos depois de cada tarefa mostram que todas levaram a um aumento da felicidade, mas o efeito foi mais notório nas tarefas que exigiram imitar alguém a sorrir ou acções faciais do que na tarefa com a caneta.

“Consistentes com uma meta-análise anterior, estes resultados sugerem que o feedback facial pode não exclusivamente amplificar sentimentos contínuos de felicidade, mas também iniciar sentimentos de felicidade em contextos neutros”, escrevem os autores.

Os cientistas suspeitam que uma tarefa activa, porquê imitar uma frase facial de alguém a sorrir, é simplesmente menos entediado do que uma tarefa passiva, porquê manter uma frase neutra, o que pode ter influenciado os níveis de felicidade reportados pelos participantes.

Para terem em conta nascente efeito, os investigadores compararam as tarefas que exigiam uma frase neutra com as tarefas mais proactivas — os resultados mostram que o sorriso em si teve um maior impacto na felicidade do que outras tarefas que também envolviam o movimento dos músculos.

Os cientistas acreditam logo que os sorrisos amarelos, apesar de falsos, podem influenciar a nossa disposição porque inferimos que estamos felizes quando sorrimos e porque o movimento maquinalmente activa processos biológicos associados com emoções positivas.

(dr) HBO

O sorriso de Daenerys Targaryen também já se tornou um meme

“É provável que os efeitos de feedback facial relativamente pequenos se possam apinhar em mudanças significativas no bem-estar ao longo do tempo”, escrevem.

Parece logo que Charles Darwin tinha razão, no final de contas, quando escreveu que “até a simulação de uma emoção tende a despertá-la nas nossas mentes”.

  Adriana Peixoto, ZAP //

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