a funcionária de prisão que se apaixonou por um facínora (e ajudou-o a fugir)

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Americasroof / Wikimedia

Orientava um programa de treino de cães numa prisão nos EUA. O recluso começou a ouvi-la e Toby Dorr colocou-o fora. Depois também ela foi presa.

Uma mulher que nunca tinha quebrado regras, que nunca tinha fugido à lei.

Só teve um namorado, que viria a ser o seu marido, educou muito os seus filhos, ia à igreja… Muito “certinha”.

Quando conheceu um criminoso, também se tornou criminosa. Ajudou esse facínora a fugir da prisão.

Há um contexto para tudo: Toby Dorr – o nome da protagonista deste item – sentia-se sozinha, abandonada, confusa. O seu conúbio era um fracasso, tinha pretérito por um monstruosidade instintivo e tinha cancro na tiróide. Isto aos 25 anos.

Até que conheceu John Manard, o tal facínora, que começou a estar interessado na sua vida, a tentar perceber porque ela parecia sempre triste e a querer ajudá-la.

Conversas que decorreram numa prisão federalista no Kansas, onde Toby colaborava com uma organização sem fins lucrativos (liderava um programa de treino de cães).

“Nunca me tinham perguntado aquilo. Nem o meu marido alguma vez me tinha perguntado uma vez que eu estava. E eu, na fundura, estava a mourejar com muitas coisas ao mesmo tempo”, recorda Toby, no portal Insider.

Estavam juntos todos os dias, durante horas. E isto durou meses. Ela começou a comportar que tinha dúvidas em relação ao seu conúbio, começou a abrir-se sobre a sua vida – e acabou por ouvir que John estava enamorado por si.

Toby Dorr também se apaixonou por John Manard. Uma funcionária de prisão apaixonou-se por um facínora que estava recluso nessa prisão.

John começou a convencer Toby que queria fugir com ela. E fugiram.

Dois anos depois da primeira conversa, a funcionária ajudou o facínora a fugir da prisão. Colocou-o dentro de uma casota traste, que depois foi transportada por uma carrinha que a própria Toby conduziu.

Já cá fora, a (ex-)funcionária da prisão percebeu que o sexo era a componente mais poderoso daquela relação.

Só conseguiram fugir à polícia durante quase duas semanas. Toby ficou logo presa durante pouco mais de dois anos, 27 meses.

O seu marido pediu o divórcio, os filhos e as irmãs deixaram de falar com ela. Aí a solidão voltou, em força.

A viver numa prisão com poucas ocupações, começou a grafar: um quotidiano para cada mês de detenção. E isso foi um processo de trato. De recordar dores – uma vez que a do monstruosidade – mas de trato.

Entretanto já se casou novamente, com outro varão, e é avó.

Uma história de vida que já foi adaptada, no filme Jailbreak Lovers.

  ZAP //

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