A mito dos “negritos” de Taiwan não é só uma mito. Os cientistas acabaram de a provar

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Enfim, a mito dos “negritos” de Taiwan não é só uma mito. Os cientistas acabaram de a provar depois analisarem o ADN de um esqueleto encontrado na ilhéu.

Tribos indígenas em Taiwan contam histórias de pigmeus de pele escura que viviam nas montanhas remotas milhares de anos antes da sua chegada. No entanto, a falta de evidências que o comprovasse levou a que assumisse o regimento de mito.

Tudo muda agora. Arqueólogos descobriram recentemente um esqueleto incomum de uma mulher numa caverna remota, o que comprova lendas seculares sobre os chamados “negritos”.

Uma estudo de ADN mostra que está próximo de amostras africanas e características do crânio assemelham-se aos “negritos” das Filipinas e da África do Sul, que são muito conhecidos pela sua baixa estatura.

Entre 20 milénio e 30 milénio anos detrás, os níveis do mar eram muito mais baixos do que agora. O Estreito de Taiwan estava exposto e oferecia uma ponte terrestre para os primeiros caçadores-coletores explorarem a ilhéu.

Diz a arqueologia convencional que no período neolítico, os agricultores da costa sudeste chinesa começaram a estabelecer-se em Taiwan. A antiga linhagem de caçadores-coletores terá morrido há 5.000 anos, absorvidos pelas culturas agrícolas neolíticas, explica o Ancient-Origins.

No entanto, o novo estudo sugere que os lendários “negritos” que viviam nas remotas montanhas de Taiwan até ao século XIX eram, de facto, descendentes sobreviventes dos primeiros caçadores-coletores da ilhéu.

Os arqueólogos descobriram ossos do fémur da fêmea, que sugerem que ela tinha tapume de 1,37 metros de profundeza, detalha o Daily Mail.

O esqueleto foi encontrado nas Cavernas de Xiaoma. Os sobras mortais da mulher foram cuidadosamente colocados em posição de cócoras aproximadamente 6.000 anos detrás.

Apesar da invenção, os arqueólogos ainda não sabem o que aconteceu com os “negritos”, embora os autores sugiram que a chegada dos povos austronésios pode ter levado ao seu declínio e desaparecimento.

“O termo ‘negrito’ é um diminutivo espanhol de preto, usado pela primeira vez pelos missionários espanhóis do século XVI para descrever os caçadores-coletores nas Filipinas”, lê-se no estudo publicado recentemente na revista World Archaeology.

Registos da dinastia Qing afirmam que estes povos de pele escura falavam línguas diferentes dos austronésios, escreve o Taiwan News. Os Saisiyat têm lendas de contactos com o “povo pigmeu preto”, a que chamavam de Ta’ai, e com quem aprenderam medicina, quina e dança.

  Daniel Costa, ZAP //

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