Americano processa empresa posteriormente sarau de natalício surpresa — e ganha indemnização de 450 milénio dólares

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Cimabue/Pixabay

Bolo de natalício com velas

O funcionário sofre de impaciência e pediu à empresa que não assinalasse o seu natalício. Os colegas ignoraram o apelo e organizaram uma sarau surpresa que fez com que o trabalhador tivesse vários ataques de pânico.

Há pessoas que não gostam mesmo zero de surpresas. É o caso de um norte-americano que vive no estado do Kentucky, que processou o escritório onde trabalhava por lhe ter organizado uma sarau de natalício surpresa, depois deste ter avisado que o evento lhe causaria impaciência e stress.

Kevin Berling acusa a empresa, Gravity Diagnostics, de lhe ter causado uma série de ataques de pânico com a sarau surpresa em 2019 e avançou com um processo onde alega que o empregador o discriminou devido aos seus problemas de saúde mental.

O processo detalha os pedidos de Berling, que sofre de impaciência, ao seu gerente para que não assinalassem o seu natalício — uma prática generalidade da empresa com os seus funcionários — alegando que uma sarau podia fomentar ataques de pânico e relembrá-lo de memórias traumáticas da puerícia.

Apesar disto, a empresa organizou a sarau em Agosto de 2019 e Berling teve um ataque de pânico, tendo de deixar o evento e almoçar sozinho no coche, nota a BBC. O texto revela ainda que Berling foi “confrontado e criticado” numa reunião no dia seguinte onde foi criminado de “roubar a alegria aos seus colegas” e de agir porquê “uma moçoila”, o que causou um segundo ataque de pânico.

A empresa mandou o funcionário para vivenda nos dois dias seguintes e, a 11 de Agosto, Berling foi despedido devido a alegadas preocupações com a segurança no sítio de trabalho. O trabalhador abriu assim o processo onde acusa a empresa de o discriminar e de retaliar de forma injusta posteriormente o seu pedido.

Berling venceu o caso e o júri determinou que deve receber uma indemnização de 450 milénio dólares. A Gravity Diagnostics afirma que mantém a sua decisão de despedir Berling e refere que os funcionários é que foram as vítimas neste caso, avançando que vai recorrer da decisão.

Já o legisperito de Berling afirma que não há provas que de o trabalhador fosse uma ameaço. “Ele teve um ataque de pânico. É só. Os representantes da Gravity Diagnostics não perceberam a sua resposta e ficaram nervosos, assumiram que ele era uma ameaço. Assumir que pessoas com distúrbios mentais são perigosas sem provas de comportamentos violento é discriminação”, remata.

  ZAP //

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