Antibiótico encontrado nas bactérias da batata pode salvar vidas

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Desde a invenção da penicilina por Alexander Fleming em 1928, as bactérias têm desenvolvido novas estratégias para resistir ao efeito dos antibióticos.

Se esta tendência continuar, estima-se que todos os antibióticos atualmente conhecidos se tornem ineficazes dentro de décadas. De concórdia com um relatório da Review On Antimicrobial Resistance, o problema pode promover uma queda da população mundial de quase meio bilião de pessoas, até 2050.

Uma equipa internacional de investigadores descobriu agora um novo antibiótico num tipo de bactérias que infeta batatas, avança a Science Focus.

Chamado solanimicina, o antibiótico é eficiente contra uma vasta gama de fungos que matam culturas, explicam os investigadores. Em testes de laboratório, foi também eficiente contra Candida albicans — um fungo procedente que pode promover infeções graves.

“É um antifúngico que acreditamos que irá funcionar e matar os concorrentes fúngicos. As bactérias vão beneficiar bastante”, salientou Rita Monson, microbiologista da Universidade de Cambridge e membro da equipa de investigação. “Mas não se liga a menos que se esteja numa batata”, acrescenta.

A maioria dos antibióticos terapêuticos atualmente utilizados são produzidos a partir de micróbios do solo, mas a invenção da solanimicina realça o potencial dos microrganismos à base de vegetalidade, para produzir medicamentos.

Os investigadores descobriram ainda que a bactéria patogénica da batata Dickeya solani, produz pequenas quantidades de solanimicina quando colocada num envolvente ácido, tal uma vez que o que se costuma verificar nas plantações de batata.

De concórdia com os resultados do estudo, publicado a 10 de outubro nos ASM Journals, os investigadores começaram agora a trabalhar com químicos para averiguar melhor a estrutura molecular da solanimicina e compreender o seu funcionamento.

“Os nossos passos futuros estão centrados em tentar utilizar oriente antibiótico antifúngico para a proteção das vegetalidade”, referiu Miguel Matilla microbiologista molecular da Estación Experimental del Zaidín, do Parecer Espanhol de Investigação, em Granada.

“Temos de nos furar à exploração de tudo o que há por aí para encontrar novos antibióticos”, concluiu o investigador espanhol.

  ZAP //

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