antibióticos podem ser inúteis e prejudiciais

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Christine Sandu / Unsplash

Alerta do presidente do Escola de Pediatria da Ordem dos Médicos, dando o exemplo das otites: “A maioria das infeções resolve-se sem antibióticos”.

O presidente do Escola de Pediatria da Ordem dos Médicos, Jorge Amil Dias, alertou esta quinta-feira para o facto de o uso de antibióticos poder ser inútil e até prejudicial no tratamento de algumas infeções.

“Mesmo em algumas infeções frequentes em Pediatria, porquê as otites, já há evidência robusta de que a maioria se resolve sem recurso a antibióticos”, sublinha o técnico em Pediatria e gastrenterologia pediátrica, segundo um enviado, onde adianta que oriente tipo de medicamento “só deve ser usado com indicações específicas e muito fundamentadas”.

O alerta é feito nas vésperas da Semana Mundial de Consciencialização sobre o uso de Antimicrobianos, que decorre de 18 a 24 de novembro, e quando se espera uma maior incidência de infeções oferecido oriente ser o primeiro inverno pós-pandemia.

“O ‘tratamento’ mais difícil em Pediatria é a paciência! É compreensível que os pais tenham enorme impaciência perante o seu fruto doente e febril, esperando que qualquer medicamento mágico faça desvanecer o bicho”, frisa o presidente do Escola de Especialidade de Pediatria.

Do lado dos médicos “pode possuir a tentação de atuar ‘por excesso’ acautelando a hipótese, ainda que improvável, de infeção bacteriana”, se a avaliação ocorrer somente no decurso de uma consulta de urgência.

“Por tudo isto, e pelo risco de erros de diagnóstico que podem ser corrigidos com controlo de evolução adequado, a principal regra deve ser usar o contacto com o médico que habitualmente observa a muchacho”, sustenta Jorge Amil Dias, adiantando que as exceções são os casos de emergência, porquê convulsões, choque, hemorragia, desidratação e erupções cutâneas de evolução rápida, entre outros.

Refere, por outro lado, que “a generalidade dos antibióticos é ingerida na sua forma ativa pelo que exercem efeito modificador da copioso microbiota (flora) intestinal com potenciais consequências de índole clínica”, assinalando possuir “estudos, principalmente em modelos animais, que têm mostrado que a modificação da microbiota tem implicações relevantes no estado nutricional e imunitário” ligado a um risco de alergias.

O médico diz ainda que “a receita excessiva de antibióticos, particularmente de largo espectro, têm feito surdir uma outra consequência de enorme sisudez decorrente da obtenção de resistências e emergência de novas estirpes de elevado risco patogénico”.

Um relatório do Meio Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC na {sigla} em inglês), divulgado hoje, indica que mais de 35 milénio pessoas morreram por ano na Europa, entre 2016 e 2020, devido a infeções motivadas por resistência a medicamentos que destroem os micróbios ou evitam o seu desenvolvimento.

Citada no enviado sobre o estudo, Andrea Ammon, diretora do ECDC, alerta para o aumento das mortes por infeções causadas por bactérias mormente resistentes a tratamentos de última risco.

“Esforços adicionais são necessários para continuar a reduzir o uso desnecessário de antimicrobianos, melhorar a prevenção de infeções e as práticas de controlo e infligir programas de gestão de antimicrobianos“, afirmou.

Nos medicamentos antimicrobianos incluem-se antibióticos, antivirais, antifúngicos e antiparasitários.

De combinação com o ECDC, cujas estimativas divulgadas abrangem os países do Espaço Poupado Europeu (União Europeia, Islândia, Noruega e Liechtenstein), o impacto da resistência antimicrobiana na saúde é comparável ao da gripe, tuberculose e sida juntos.

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