As melhores ideias surgem durante o banho. Já sabemos porquê

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mcgraths / Flickr

É uma verdade universalmente reconhecida, mas pouco compreendida: as grandes ideias surgem quando estamos a tomar banho. Mas porque é que leste envolvente leva-nos a produzir pensamentos tão interessantes?

Num estudo publicado recentemente na Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts, citado pelo Science Alert, um grupo de investigadores concluiu que a “concentração inabalável numa tarefa pode ser o inimigo da originalidade”.

A equipa responsável pelo estudo sugere que, ao invés de nos debruçarmos sobre um problema até que leste seja resolvido, devemos fazer uma pausa e realizar uma tarefa dissemelhante, ligeiramente envolvente – porquê um banho quente. Levante envolvente permite à mente vaguear, sem propósito ou direção, embora com algumas limitações.

À medida que os pensamentos vagueiam, a verosimilhança de encontrar um tanto interessante é maior – porquê uma teoria ou a solução para um problema. Por outro lado, realizar uma tarefa aborrecida não irá bloquear o suficiente os pensamentos, limitando a geração de ideias criativas, sendo mais provável que se distraia ou que continue a pensar no problema original.

Quando se está “recluso a um problema” deve-se “dar um passeio, [fazer] jardinagem ou tomar um duche. Estas atividades são moderadamente envolventes”, indicou o investigador Zac Irving, da Universidade da Virgínia, o principal responsável, indicando que a geração de ideias exige um estabilidade subtil entre o pensamento livre e o focalizado.

Para a realização deste estudo, os investigadores desenvolveram duas experiências: a primeira contou com 222 participantes, a maioria dos quais do sexo feminino. Estes dispuseram de 90 segundos para inventar o supremo de utilizações possíveis para um tijolo e um clipe de papel.

Distribuídos de forma aleatória, o primeiro grupo foi instruído a presenciar a uma envolvente cena de três minutos do filme When Harry Met Sally. O segundo grupo assistiu a um vídeo de três minutos sobre uma lavandaria.

Depois o vídeo, e sem que os participantes tivessem conhecimento prévio, tiveram mais 45 segundos para amplificar ideias à tarefa original.

A originalidade das suas respostas foi pontuada com base no número e na originalidade das ideias que criaram. No final, os participantes relataram o quanto a sua mente vagueou durante os segmentos de vídeo.

Os autores descobriram que os participantes que viram o vídeo do filme tiveram ideias mais criativas do que o grupo que viu o vídeo da lavandaria.

“Estes resultados sugerem que diferentes tipos de pensamento conduzem à incubação criativa durante tarefas envolventes ou aborrecidas. Enquanto tarefas envolventes permitem à mente vaguear de forma positiva, as tarefas aborrecidas podem ser benéficas porque permitem a oscilação entre períodos de focalização e outros” em que a mente vagueia “sem limites”, explicou o perito.

No segundo teste foi repetida a experiência, com 118 participantes. Desta vez, uma secção do grupo sabia que iria revir à tarefa original em seguida o vídeo, enquanto à outra secção foi dada exclusivamente uma indicação vaga de que isso poderia ocorrer. Posteriormente, os participantes indicaram o quão envolventes eram os vídeos.

Os resultados da segunda experiência apoiam as conclusões da primeira, sugerindo que a geração de ideias inovadoras é mais propícia quando a mente está a vaguear, “mas exclusivamente durante uma atividade moderadamente envolvente, que coloque algumas restrições ao pensamento”.

Curiosamente, quando os participantes sabiam que tinham de voltar à tarefa original, geraram mais ideias em seguida verem o vídeo entediado, mas com pontuações de originalidade mais baixas. Isto sugere que eles ainda estavam a pensar na tarefa original durante a cena da lavandaria.

A cena do filme, por outro lado, exclusivamente distraía o suficiente para permitir aos participantes a capacidade de fazer ligações interessantes entre ambas as tarefas.

Os investigadores indicaram que são necessários mais estudos para explorar o efeito do duche, mas estes resultados fornecem pistas sobre tarefas envolventes, porquê o banho, que podem ajudar a gerar pensamentos criativos.

  ZAP //

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