Astrónomos intrigados com buraco preto que “arrotou” anos depois de ter devorado uma estrela

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M. Kornmesser / ESO

Um buraco preto devorou uma estrela de Outubro de 2018, mas misteriosamente começou a eructar material somente em Junho de 2021, o que está a intrigar os cientistas.

Já é sabido que os buracos negros devoram tudo pelo seu caminho, incluindo estrelas que se aproximem excessivo. Mas um novo estudo publicado na The Astrophysical Journal detalha um maravilha até agora nunca antes visto — um buraco preto “arrotou” material vários anos depois de ter comido uma estrela.

Quando uma estrela se aproxima excessivo de um buraco preto, a força gravitacional do buraco começa a sugá-la e dá origem a um evento sabido uma vez que “espaguetificação“. Estes momentos, que podem resistir semanas ou meses, são identificados pelos cientistas devido aos sinais de luz e ondas de rádio que emitem.

Em Outubro de 2018, os cientistas detetaram um destes eventos a que chamaram AT2018hyz. No momento, não havia zero de particularmente notável com esta “espaguetificação” — uma pequena estrela com um décimo da tamanho do Sol estava a ser engolida por um buraco preto a 665 milhões de anos-luz de intervalo. O maravilha prolongou-se durante alguns meses sem nenhum pormenor privativo.

No entanto, tudo mudou a Junho de 2021, quando o buraco preto subitamente “cuspiu” material da estrela e emitiu sinais de rádio que surpreenderam os astrónomos. É generalidade estes “arrotos” acontecerem nos dias ou semanas seguintes ao evento, não anos depois de a estrela ter sido devorada, relata a New Atlas.

“Isto apanhou-nos completamente de surpresa — ninguém nunca viu zero assim. É uma vez que se levante buraco preto tivesse começado a eructar abruptamente um monte de material da estrela que comeu há anos detrás”, explica Yvette Cendes, autora principal do estudo.

Estes arrotos são também bastante poderosos, com a equipa a calcular que o material cuspido viaja sobre metade da velocidade da luz, o que é cinco vezes mais rápido que a maioria destes fluxos.

Até agora, os astrónomos continuam sem saber o que causou estes arrotos anos depois do buraco preto consumir a estrela.

Leste não é o primeiro exemplo de um hábito “cevar” caricato de um buraco preto que os cientistas detetam — já foi detetado um que comeu uma estrela aos poucos ao longo de 10 anos ou um outro que comia somente uma categoria da estrela de cada vez que esta passava por perto durante a sua trajectória.

  ZAP //

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