Au love you too — ou quão possante é o paixão dos cães pelos seus donos

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Os cães abanam as caudas de contentamento e olham para nós com ar carente. Mas até que ponto gostam mesmo de nós?

Aparentemente, os cães apegam-se mesmo psicologicamente aos seus companheiros humanos — e de uma forma inconfundível.

“O apego é um aspeto privado e mensurável do paixão — uma garantia de que um quidam tem um tanto a lucrar com a pessoa dulcinéia”, explica Clive Wynne, investigador de comportamento cínico e responsável do livro “Dog Is Love”.

Oriente fator é particularmente importante na possante relação entre pais e filhos — e isso constitui um bom padrão para a relação entre os cães e as pessoas, diz Wynne.

Em testes que envolvem “estranhos” a entrar numa sala onde já se encontra presente um cão e o seu companheiro humano, por exemplo, os cães reagem de uma forma amplamente comparável à das crianças humanas.

De harmonia com a ScienceFocus, em ambientes incertos, os cães passarão mais tempo perto dos seus companheiros humanos e, quando deixado sozinhos com estranhos, passam mais tempo junto à porta.

Os cães domésticos parecem naturalmente apegar-se aos seus companheiros humanos de outras formas.

Num cenário experimental onde foi oferecido a cães e a lobos a possibilidade de escolher entre comida ou o seu cuidador, muitos cães, depois de cheirarem a comida,  vinham ter com os seus cuidadores à procura de carícias e atenção. Os lobos, previsivelmente, pensavam somente nos seus estômagos.

Numa outra experiência, em que cuidadores humanos fingiram estar presos numa caixa, os seus cães mostraram sinais de agonia, chorando e lamentando-se e penhorando a caixa para ajudar o cuidador a fugir.

“Os cães parecem realmente olhar para os seus humanos de uma forma semelhante ao paixão entre a menino e o pai“, acrescenta Wynne.

Mesmo os mecanismos fisiológicos — as hormonas cerebrais e os neurotransmissores — que controlam nascente apego parecem comparáveis entre humanos e cães.

O mais proeminente é o papel da oxitocina —uma molécula associada a estados emocionais agradáveis em mamíferos, mormente importante nos seres humanos.

A oxitocina surge, particularmente, no período de amamentação ou durante o sexo, ao atuar uma vez que uma droga procedente que promove o apego social que ajuda a prometer a sobrevivência dos genes nas gerações futuras.

Os cães têm surtos de oxitocina quando se apegam a outros cães mas, crucialmente, também têm os mesmos surtos de oxitocina em torno dos humanos.

De facto, quando os cães e os seus companheiros humanos olham nos olhos um do outro, os níveis de oxitocina em ambas as espécies aumentam dramaticamente.

Num estudo, somente meia hora de olhares amorosos entre os humanos e os seus companheiros cães foi tudo o que foi necessário para ver os níveis de oxitocina mais do duplo.

Porque é que os cães evoluíram para serem assim? Porque é que tantos cães domésticos se apegam tão fortemente aos humanos?

Nos últimos anos, a investigação sobre a elaboração genética dos cães tem oferecido alguns conhecimentos interessantes sobre a razão pela qual isto pode ocorrer.

O mais notório é que os cães são sociais por natureza. Literalmente, os caninos têm “sociais” escrita no seu ADN, em dois genes GTF2I e GTF2IRD1 que são conhecidos por influenciar comportamentos sociais em mamíferos, incluindo humanos.

As mutações nestes genes podem levar a comportamentos com mais interações sociais.

“Um cão normal carrega duas a quatro destas mutações de inserção, com algumas raças — ou grupos de raças — carregando muito menos enquanto outras podem ter muito mais”, diz Bridgett vonHoldt, professora de genética evolutiva na Universidade de Princeton. “É vasqueiro, mas não impossível, encontrar cães com mais de 6 mutações”.

Au love you too?

Segundo os especialistas em comportamento cínico, há cinco maneiras de saber se um cão realmente governanta o possuinte.

Contacto visual. O contacto visual direto prologando pode ser bastante intimidador  para a maioria dos cães, mas se o cão se sentir feliz por partilhar olhares com o seu humano, isso pode valer que se sentem à vontade para se ligarem desta forma.

Agitar a rabo. “A maioria de nós sabe que os cães ficam contentes por nos verem quando nos tratam com um vibrar de corpo inteiro”, diz Claire Stallard, comportamentalista de animais na Blue Cross de filantropia de bem-estar. “Mas procurem a “rabo de helicóptero” quando a rabo gira uma vez que uma hélice — isto é frequentemente reservado a uma pessoa favorita“.

Sestas e sota. Para se manterem quentes e seguros, os cães gostam de dormir a sesta uns ao lado dos outros. Muitas vezes, eles escolhem ativamente os membros da família com quem sentem apego especificamente para nascente termo. “É importante lembrar que o carinho deve estar sempre nos termos do seu cão”, diz Stallard.

Lambidelas. Os cães lambem as pessoas por muitas razões. É a sua forma de recolher informação sobre onde você esteve e eles podem até considerar o sabor salso na nossa pele. “Porém, muitos cães parecem fazê-lo uma vez que um sinal de afeto, particularmente quando dizem “olá” a alguém de quem gostam”, acrescenta Stallard.

Receções calorosas. Muitos cães sofrem uma resposta emocional positiva quando se reúnem com os seus companheiros humanos posteriormente um período de solidão. Quando se voltam a encontrar, procuram vibrar a rabo, um vibrar de corpo inteiro, olhares suaves, e uma boca ocasião, muitas vezes com a língua preguiçosamente exposta.

Concluindo, é paixão ou apego?  Será que depois das descobertas sobre o apego dos cães aos donos se deve mudar a forma uma vez que os tratamos?

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Se os cães sentem coisas uma vez que os humanos sentem, portanto haverá, de visível, mais responsabilidade emocional para melhorar as suas vidas.

Sean Wensley, veterinário sénior e responsável de Through A Vet’s Eyes, concorda: “Reconhecer a capacidade dos animais para testar os sentimentos significa que, moralmente, temos de satisfazer as necessidades de bem-estar desses animais quando estão sob cuidados humanos”.

“À medida que a nossa compreensão científica dessas necessidades cresce, portanto, praticamente, podemos ajustar melhor os nossos cuidados para asseverar que as necessidades físicas e emocionais dos nossos cães são ambas satisfeitas”.

Há mais de 100 anos, a ciência e a sociedade entraram em conflito sobre o paixão. Hoje, graças a algumas descobertas, os dois lados estão mais unidos do que nunca.

Mas a relação humana com os cães está longe de ser um tanto fixo. Continuará a mudar, à medida que novas descobertas científicas desvendarem novos caminhos.

Assim, o caso amoroso entre humanos e cães está longe de ter terminado — e esta  relação única continua.

  Inês Costa Macedo, ZAP //

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