BdF Explica | Por que o mercado de créditos de carbono

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Neste domingo (31), inicia a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), que anualmente revisa as regras mundiais em relação ao meio ambiente. Chefes de Estado e de Governo irão reunir-se em Glasgow, Reino Unido, durante duas semanas para debater os desafios para conter a emergência climática global. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no entanto, declarou que não deve comparecer ao encontro.

Um dos temas centrais será a regulamentação do mercado de créditos de carbono, que estabelece permissões para emitir gases poluentes de acordo com o financiamento de projetos de proteção ambiental.

As grandes potências econômicas e maiores emissoras de gases do efeito estufa deveriam financiar projetos de reflorestação em países menos desenvolvidos. No entanto, a falta de legislações ambientas e pouca fiscalização abrem brecha para fraudes e práticas de corrupção, segundo e Rebbeca Pearse e Steffen Bohm em “Dez razões por que mercados de carbono não trarão a redução radical de emissões”.

Uma empresa pode investir em uma floresta que já está conservada ou ainda investir em árvores que podem demorar mais de duas décadas para crescer, enquanto usufruem do direito de poluir no presente.

Na prática, o mecanismo de compensação acaba criando condições para que os maiores poluidores, como as indústrias petroquímica e de energia termoelétrica, continuem poluindo sem alcançar os objetivos da Agenda 2030 da ONU, que prevê a neutralização das emissões de CO2.

Na Europa, entre 2008 e 2019, as empresas de energia lucraram cerca de 50 bilhões de euros (aproxidamente R$ 330 bilhões) vendendo créditos de carbono, de acordo com levantamento da ONG Carbon Watch.

O Brasil de Fato investigou mais detalhes e apresenta as contradições do mercado de carbono para salvar o mundo da crise climática.

Edição: Thales Schmidt

Fonte: Brasil de Fato

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