Bolsonaro troca diretor-geral da Polícia Federalista pela

0
4773

O presidente Jair Bolsonaro (PL) trocou o diretor-geral da Polícia Federalista nesta sexta-feira (25) pela quarta vez em menos de quatro anos de procuração. No função desde abril de 2021, Paulo Maiurino foi substituído por Márcio Nunes de Oliveira.

:: “Vou interferir”, diz Bolsonaro a ministros sobre troca na PF para proteger família ::

A troca foi publicada em edição extra do Quotidiano Solene da União (DOU), durante a tarde de véspera do feriado de Carnaval. A decisão foi assinada pelo ministro-chefe da Lar Social, Ciro Nogueira. Leia a portaria:


Portaria publicada no Quotidiano Solene da União nesta sexta-feira (25) / Reprodução

:: PF confirma a existência do “gabinete do ódio” em relatório enviado ao STF; leia o documento ::

Oliveira era o secretário-executivo do Ministério da Justiça, ao qual é vinculada a Polícia Federalista. Ele foi o superintendente-regional da PF no Região Federalista entre maio de 2018 e abril deste ano. O novo diretor-geral é varão de crédito do atual ministro da Justiça, Anderson Torres, que chegou à Esplanada dos Ministérios, em março de 2021.

Assista também:

Quarta troca em quatro anos

É a quarta troca feita pelo governo de Jair Bolsonaro no comando da PF. Depois da saída do procurador Maurício Valeixo, que era o nome indicado pelo logo ministro da Justiça Sergio Moro, o presidente nomeou em abril de 2020 o diretor da Filial Brasileira de Perceptibilidade, Alexandre Ramagem, para o função.

:: Polícia Federalista contesta fake news e nega que exista novo prova de Adélio incriminando PT ::

A nomeação de Ramagem, todavia, foi barrada pelo ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF), Alexandre de Moraes, sob suspeita de meandro de finalidade. Em reação, o presidente escolheu o procurador Rolando Alexandre de Souza, que foi trocado em abril do ano pretérito por Maiurino.

Acuado por investigação da PF

Diversas investigações da Polícia Federalista pairam sob Jair Bolsonaro. Uma delas, em privativo, aponta uma atuação “direta, voluntária e consciente” do presidente e do deputado Filipe Barros (PSL-PR) pelo violação de vazamento de informações sigilosas de interrogatório que investiga suposto ataque de hackers às urnas eletrônicas em 2018.

De conciliação com o relatório policial, o conjunto de provas reunidas durante a investigação, porquê a tomada dos depoimentos, permite identificar que houve divulgação indevida do interrogatório policial, feita a partir da entrega formal da documentação ao deputado federalista Filipe Barros, com a finalidade de utilização nas discussões da PEC 135/2019, sobre o voto impresso.

Edição: Vivian Virissimo

Nascente: Brasil de Vestuário

Deixe um comentário