Bruxismo: a evolução explica porque é tão generalidade

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James Stahl / Flickr

Já todos rangemos os dentes em qualquer momento das nossas vidas, e provavelmente aconteceu durante um período de mais stress.

Mas o que é realmente ringir os dentes? Porque é que o fazemos e uma vez que pode ser evitado? O paleontólogo Michael Archer e o dentista Christopher Telford abordaram estas mesmas questões no item “Bruxismo a tempo”, da revista Cosmos.

Os humanos já não utilizam tanto os seus dentes uma vez que armas, pelo menos depois da tempo de puerícia, em que aprendemos a abster-nos desse tipo de comportamento.

Mas isso não significa que não saibamos que pode ser uma ameaço quando estão “à mostra” — por exemplo, um cão que está a mostrar os dentes.

Os humanos reagem ao stress e risco de diferentes formas, e provavelmente já estão habituados à resposta instintiva de sobrevivência de uma luta.

Outra das respostas ao stress, de concordância com Archer e Telford, é um tanto chamado “thegosis” — o ato de ringir os dentes para os amolar.

O que talvez não saiba, segundo Archer e Telford, é que outra dessas respostas se labareda “thegosis” – o ato de ringir dentes para os amolar.

Thegosis — uma vocábulo grega que significa amolar ou molhar — descreve o processo pelo qual muitos animais, incluindo humanos, afiam os seus dentes, bicos, ou quaisquer outras partes duras.

Levante comportamento acontece porque, tal uma vez que usar facas ou tesouras as amolece com o tempo, manducar ou lutar vai molificar a ponta dos dentes.

Alguns animais cujos dentes superiores e inferiores não se tocam, uma vez que os tubarões e os crocodilos, substituem os dentes por uma novidade odontíase em desenvolvimento. Outros, cujos dentes já se tocam, rangem-nos para os manterem afiados.

Nos mamíferos, a thegosis resulta na afiação dos dentes anteriores — os 12 dentes na frente da boca que incluem os incisivos e os caninos.

Estes dentes são a nossa principal arma biológica, e rangê-los é uma forma de os manter afiados. Portanto, faz sentido que o façamos em resposta a uma ameaço.

O bruxismo também afia os dentes pré-molares e os molares, um tanto que é importante para mastigar os víveres em pedaços mais pequenos.

De concordância com Archer e Telford, quanto mais stress, mais intensamente rangemos os dentes, em resposta a essa perceção de ameaço.

Normalmente, os cérebros podem suprimir o instinto enquanto estamos acordados, mas durante o sono profundo esse instinto pode surgir novamente.

Se um confronto cominador ou terrífico for exagerado intenso, os seres humanos podem também ringir os dentes de forma espontânea enquanto estão acordados.

O stress severo pode também promover moedura excessiva dos dentes, e isto pode ter consequências prejudiciais, incluindo dores de cabeça, danos em partes do rosto, cabeça e pescoço, e até mesmo dentes sensíveis ou partidos.

A utilização de uma tala ou um protetor bucal pode limitar temporariamente a quantidade de danos dentários que ocorrem. No entanto, Archer e Telford sugerem que não resolve a raiz do problema — o stress.

Em vez disso, sugerem que os dentistas devem explicar aos seus pacientes a relação entre o stress e o ringir excessivo dos dentes e, se tempestivo, encaminhar indivíduos bastante stressados para um psicólogo que possa ajudar a tratar a razão do problema, em vez dos sintomas.

  ZAP //

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