Casino contrata mágico-matemático

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Anna Shvets / Pexels

Para evitar novos gangues, responsáveis de um casino em Las Vegas contrataram Persi Diaconis – que logo descobriu novidade nequice.

Um casino em Las Vegas foi claro de um esquema – criminoso mas inteligente – que lhe originou prejuízos de milhões de dólares.

Numa das máquinas de jogar cartas, um gangue organizou-se para conseguir lucros também de milhões.

O primeiro elemento do grupo criminoso filmava, através de um telemóvel escondido, uma vez que baralhava o embaralhador de cartas automático.

Essas imagens eram transmitidas em directo para o segundo elemento do gangue, que estava lá fora, no estacionamento do casino.

Depois, essas imagens eram tratadas, reproduzidas em câmara lenta, e assim era analisada a sequência, a ordem das cartas que tinham terminado de ser baralhadas.

Depois de perceber qual seria a sequência na jogada seguinte, os elementos que estavam a jogar lá dentro recebiam essa notícia.

E foi aí, relata a BBC, que a direcção do casino decidiu contratar Persi Diaconis.

Persi Diaconis é um matemático norte-americano, técnico em problemas que envolvem aleatoriedade. E é técnico (talvez o melhor de todos) em cartas. Sim, as de jogar.

Persi Diaconis era mágico.

A sua função era verificar se a novidade máquina do casino – desta vez opaca, para não ser filmada – iria ser suficientemente aleatória no momento de despistar cartas. Iria ver se não era provável prever a sequência seguinte.

Chegou, com Susan Holmes (técnico em estatística), e cedo repararam na nequice: havia um factor aleatório, sim, mas a máquina apresentava algumas sequências ascendentes e descendentes. Assim, os jogadores poderiam fazer previsões (e atingir) sobre a ordem das cartas.

Exemplos: se a máquina mostrava o 5 de espadas, e se estivesse numa sequência progénito, a epístola seguinte seria provavelmente o 4 de espadas; se mostrasse o ás de ouros, e a sequência fosse ascendente, a epístola seguinte seria o 2 de ouros.

Os próprios Persi e Susan adivinharam murado de 20% das cartas no teste que fizeram, seguindo essa lógica.

Isto tudo sem tecnologia – é proibido utilizar tecnologia para ajudar um contador de cartas.

A tal máquina opaca foi para o “lixo”. Já não é opção para os responsáveis do casino.

  ZAP //

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