Cientistas descobrem enzima que decompõe o plástico

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Magda Ehlers / Pexels

A enzima decompõem os componentes do plástico em moléculas simples, facilitando assim o seu processo de reutilização em novos produtos.

O plástico é uma das maiores pragas dos nossos tempos e uma das maiores ameaças à firmeza do nosso planeta, principalmente dos oceanos.

Em procura da geração de uma economia rodear para evitar o desperdício de plástico e reaproveitar nascente material, uma equipa de cientistas descobriu uma novidade enzima que ajuda a degradar um dos principais componentes do plástico, podendo as moléculas simples que restam ser utilizadas na produção de novos produtos.

Em 2016, os cientistas no Japão descobriram uma bactéria que come plásticos PET ao usar uma enzima que os consegue degradar em poucas semanas, nota o New Atlas.

Os investigadores da Universidade de Portsmouth conseguiram depois produzir uma versão mais avançada da enzima — PETase —, à qual juntaram em 2020 outra, chamada MHETase, para formarem uma superenzima que digere os plásticos seis vezes mais rápido. Apesar disto, restam ainda dois componentes químicos do PET, o etilenoglicol e o TPA, sendo que nascente último é mais prejudicial para o envolvente.

No novo estudo, publicado na The Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas conseguiram provar que a superenzima criada pelos investigadores de Portsmouth — TPADO — decompõe o TPA com uma grande eficiência.

As descobertas anteriores da equipa surgiram depois de estudarem estas enzimas no ‘Diamante’, no Reino Unificado — as instalações nacionais do estudo das fontes de luz síncrotron — onde as atingiram com feixes de raios X.

Isto resulta num padrão de subida solução da enzima que revela os átomos individuais que a compõem, o que mostrou uma vez que a TPADO consome o TPA. Esta invenção pode levar a que os cientistas criem versões ainda mais eficientes da enzima.

“Nascente trabalho vai um passo primeiro e vê a primeira enzima numa cascada que pode desconstruir estes blocos de construção em moléculas mais simples, que podem ser usadas pelas bactérias para gerar químicos e materiais sustentáveis que podem ser utilizados para a geração de produtos valiosos a partir do desperdício de plástico“, remata John McGeehan, responsável do estudo.

  ZAP //

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