Cientistas encontram exoplaneta que pode ser habitável (mas só durante secção do ano)

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L. Kreidberg, G. Bacon/NASA, ESA; J. Bean/U. Chicago; H. Knutson/Caltech

Cientistas encontraram um exoplaneta à volta da anã vermelha Gliese 514 numa trajectória incomum: fica na zona habitável da estrela, mas unicamente durante secção da trajetória. No resto do tempo, está fora da região que permite a presença de chuva líquida.

Quando os astrónomos procuram planetas pela promessa de vida, atentam na zona habitável, uma região nem muito quente nem muito fria para a existência de chuva líquida à superfície.

Mas, a trajectória de um planeta em torno de uma estrela raramente é um círculo perfeito, mas uma elipse ligeiramente alongada. Quanto maior for levante distensão – ou excentricidade –, mais um planeta se move para dentro e para fora da zona habitável da sua estrela.

Agora, uma equipa de cientistas suspeita ter revelado um planeta excêntrico que entra e sai regularmente da zona habitável da sua estrela. A invenção coloca um repto aos cientistas planetários quanto ao que se pode ou não considerar habitável.

A Gliese 514 está localizada a 25 anos-luz da Terreno, podendo ser considerada uma vizinha muito próxima do nosso planeta.

Com a ajuda dos dados do Observatório Keck no Havai, do Observatório La Silla no Chile, do Observatório Silenciar Basta em Espanha e dos satélites Hipparcos, Gaia e TESS, a equipa observou pequenas oscilações da posição da estrela ao longo de quase 25 anos, que indicavam “puxões” gravitacionais causados por planetas em trajectória.

Segundo o Inverse, os dados também mostram evidências de que o planeta – Gliese 514 b – pode ser uma super-Terreno, um mundo rochoso com pelo menos cinco vezes a tamanho do nosso planeta.

A trajectória excêntrica leva-o para fora da zona habitável durante dois terços da sua trajetória de 140 dias ao volta da sua estrela. Leste tipo de órbitas podem ser explicadas pela influência gravitacional de outros mundos à volta da mesma estrela, mas, de entendimento com os cientistas, parece que levante não é o caso.

Curiosamente, “não encontramos provas de outros planetas no sistema, mormente os massivos que poderiam ser o gatilho da excentricidade da trajectória”, referiu Mario Damasso, astrofísico do Observatório de Turim, em Itália.

A origem da excentricidade da trajectória de Gliese 514 b permanece desconhecida.

(dr) NASA

Diagrama com a zona habitável (verdejante) para estrelas de diferentes temperaturas

A invenção apanhou os cientistas de surpresa, uma vez que é muito difícil declarar que a vida poderia ter surgido num planeta que fica na zona habitável unicamente durante qualquer tempo.

Ainda assim, a vida poderia encontrar meios para sobreviver durante a era do ano em que Gliese 514 b está mais distante da região favorável. Cá na Terreno, por exemplo, há alguns seres vivos que sobrevivem através da adoção de um estilo de vida no inverno e outro no verão.

Outra possibilidade apontada pelos cientistas é uma eventual evolução dos seres vivos para uma vida subterrânea, onde as condições podem ser mais estáveis. “Podemos imaginar uma ampla gama de vida fotossintética sintonizada com diferentes níveis de luz e temperatura”, disse Caleb Scharf, diretor de astrobiologia da Universidade de Columbia, em Novidade Iorque, que não participou nesta investigação.

Em última estudo, Gliese 514b pode ser um mundo totalmente inóspito e hostil para a vida. A única forma de deslindar é com novas pesquisas.

O item científico foi aceite para publicação na Astronomy & Astrophysics e encontra-se disponível no arXiv.

  ZAP //

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