Cleópatra foi uma das maiores intelectuais do seu tempo

0
2408

A rainha egípcia falava oito línguas e tinha um grande interesse por ciência, tendo até escrito alguns livros que acabaram por ser destruídos no incêndio da biblioteca de Alexandria. Algumas das suas receitas foram usadas por Galeno.

Ficou famosa pela sua beleza e pelos seus casos amorosos com Marco António e com Júlio César, mas Cleópatra VII não era só uma cara bonita.

A rainha do Reino Ptolemaico do Egito era também uma líder poderosa, mas os registos históricos manchados pela propaganda romana desvalorizaram os seus feitos e exageraram o drama da sua vida amorosa, mostrando-a como uma femme fatale que usava a sua sexualidade para alcançar os seus objetivos.

Cleópatra era, na verdade, uma das maiores intelectuais do seu tempo, tendo sido educada pelos melhores académicos do período helenístico e estudado no Mouseion de Alexandria, onde se incluía a famosa biblioteca.

A rainha estudou geografia, história, astronomia, filosofia, diplomacia internacional, matemática, alquimia, medicina, zoologia e economia, revela o Ancient Origins.

Wikimedia

Cleopatra falava oito línguas

Cleópatroa era o único membro da sua dinastia que falava egípcio antigo e que consiga ler hieróglifos e também sabia grego antigo e as línguas do Império Parto, dos judeus, medes, sírios, etíopes e árabes.

Também é conhecido que a rainha passava muito tempo no laboratório e que nutria um grande interesse por ervas e pela cosmética, tendo escrito vários livros sobre estes temas. Infelizmente, os livros foram perdidos no incêndio de 391 D.C. na biblioteca de Alexandria.

O famoso médico Cláudio Galeno estudou os trabalhos de Cleópatra e conseguiu reescrever algumas das suas receitas. Um dos remédios em questão era um creme que ajudava os homens a voltar a crescer cabelo.

O impacto dos conhecimentos da rainha na ciência era conhecido durante os primeiros séculos após o surgimento do cristianismo. Depois da morte de Cleópatra, o Egito tornou-se uma província do Império Romano.

  ZAP //

Deixe um comentário