Criaturas ancestrais mortas podem ser decisivas no próximo grande terremoto

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Matt Paul Catalano / Unsplash

Criaturas mortas no fundo do mar há dezenas de milhões de anos podem desempenhar um importante papel no próximo grande terramoto.

Os cientistas preveem que há uma verosimilhança de 26% de ocorrer um grande terremoto nos próximos 50 anos na zona de subducção de Hikurangi, na Novidade Zelândia.

As fronteiras convergentes correspondem a uma zona de colisão lenta entre duas placas tectónicas e possuem características diferentes consoante o tipo de litosfera.

As fronteiras convergentes resultam em zonas de subducção quando o encontro se dá entre bordos de uma placa oceânica densa e uma placa continental mais ligeiro. Nestes casos a placa oceânica afunda em relação à continental e mergulha no véu até se fundir, formando grandes fossas oceânicas e cadeias montanhosas tais porquê a serrania dos Andes na América do Sul.

Investigadores descobriram um fator intrigante que pode afetar o tamanho do próximo terremoto destrutivo na zona de subducção de Hikurangi: fósseis de minúsculos organismos marinhos que viveram há dezenas de milhões de anos.

A zona de subducção de Hikurangi é onde a Placa do Pacífico mergulha aquém da Placa Australiana. A região pode gerar terremotos massivos, com eventos mais fortes que a magnitude 8 na graduação de Richter já registados.

Neste novo estudo, a equipa de cientistas investigou um penhasco rochoso na omissão Hungaroa, localizada nas margens de Hikurangi. Os resultados, publicados recentemente na revista científica Lithos, deram pistas daquilo que estava a ocorrer na zona de subducção.

De harmonia com a Interesting Engineering, os autores encontraram grandes quantidades de calcite nas rochas. Calcite é um mineral geral, encontrado em organismos marinhos unicelulares, porquê o plâncton. A calcite destes organismos mortos há dezenas de milhões de anos “poderá afetar a forma” porquê as duas placas tectónicas interagem.

Caso a calcite conseguir dissolver-se em quantidades suficientemente altas, poderá enfraquecer a omissão, permitindo que as placas deslizem facilmente sem desencadear terramotos percetíveis.

O problema é se a calcite não de dissolver. A risca da omissão tectónica pode bloquear e armazenar vigor que pode eventualmente ser libertada na forma de um terramoto mais poderoso.

“A calcite dissolve-se mais rapidamente quando está sob poderoso stresse e quando as temperaturas são mais baixas”, disse Carolyn Boulton, autora principal do estudo. “Dissolve-se mais facilmente em baixas temperaturas – digamos, temperatura envolvente. Mas fica mais difícil dissolver à medida que a temperatura aumenta – digamos, mais profundamente na Terreno”.

“Na zona de subducção, a temperatura aumenta mais lentamente do que em terreno – exclusivamente muro de 10 ºC por km”, explica ainda Boulton. “Portanto, a omissão é realmente sensível ao que a calcite, aquelas conchas de antigos organismos marinhos mortos, está a fazer. A quantidade e o comportamento da calcite desses organismos é uma grande peça do quebra-cabeça de quão grande pode ser o próximo terramoto”.

  Daniel Costa, ZAP //

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