Cuidados paliativos: 5.5 milhões para projecto europeu com participação portuguesa

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Matthias Zomer / Pexels

Percentagem Europeia financia projecto que tem uma vez que objectivo principal suavizar a transição entre o hospital e o estância para os doentes.

É um financiamento inédito na extensão dos cuidados paliativos, na Europa: a Percentagem Europeia cede 5.5 milhões de euros para o PAL-CYCLES.

Nove países vão participar: Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Polónia, Portugal, Roménia, Espanha e Países Baixos. Em Portugal será implementado em contextos de prestação de cuidados oncológicos do sistema público, incluindo a Região Autónoma dos Açores.

Com base num estudo realizado nos Países Baixos, o projecto PALliative Care Yields Cancer welLbEing Support pode traduzir-se uma vez que “Cuidados paliativos apoiam o bem-estar das pessoas com cancro”.

E os dois objectivos principais do projecto são precisamente melhorar a qualidade de vida dos doentes com cancro e suavizar a sua transição entre o hospital e o estância.

O projecto é europeu e contará com participação portuguesa – da Universidade Católica Portuguesa. Dos 5.5 milhões de euros distribuídos ao longo dos próximos dois anos, mais de 500 milénio euros seguem para a instituição de ensino portuguesa.

Sandra Martins Pereira, investigadora do Meio de Estudos em Gestão e Economia (CEGE) da Católica Porto Business School, será a coordenadora em Portugal do projecto.

“Estamos a investigar se uma transição óptima de cuidados pode ser facilitada desde os cuidados hospitalares aos cuidados comunitários, de modo a que os doentes possam permanecer no estância durante mais tempo, recebendo cuidados paliativos de elevada qualidade, resultando numa melhor qualidade de vida para doentes com cancro em temporada avançada”, comentou Sandra.

O projecto tentará também promover uma “informação compassiva sobre temas eticamente sensíveis”, diminuir hospitalizações desnecessárias e minimizar o sofrimento.

A informação será um dos focos porque muitos doentes em temporada terminal saem do hospital em culpa com muito pouca informação e com uma grande incerteza sobre uma vez que aquiescer e receber cuidados paliativos de primazia – o que, muitas vezes, origina redução da qualidade de vida, hospitalizações desnecessárias, sobrecarga dos familiares e sofrimento insuportável.

Assim, o duelo do projecto é “facilitar uma informação centrada na pessoa doente e a ininterrupção e integração de cuidados paliativos no contexto comunitário”.

  ZAP //

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