Eis a única orquestra de death metal da Coreia do Setentrião

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Julian Lozano / Unsplash

Contra todas as expectativas, a Coreia do Setentrião tem uma orquestra de death metal, chamada Red War, com músicas anti-Poente que celebram o regime.

A sentença individual está muito longe da utopia na Coreia do Setentrião. O meio de YouTube da desertora norte-coreana Yeonmi Park mostra um pouco da verdade da cultura do país.

É provável ver canais de música militar controlados por Kim Jong-Un, unicamente compostos por mulheres, vestidas com uniformes, com canções a glorificar a ditadura.

“Pisando firmemente sobre os papéis da rendição do Diabo Yankee / Passando pela terreiro / Camaradas, com força, com força, com força / Que toda a terreno trema com a nossa marcha adiante”, ouve-se numa das canções, citada pelo site Grunge.

Num país porquê a Coreia do Setentrião, em que a liberdade de sentença é seriamente limitada, não seria de esperar que houvesse uma orquestra de metal — mas a verdade é que há. Aliás, é uma orquestra de death metal. Conheça os Red War.

As letras das músicas de death metal podem abordar variados temas porquê a violência, religião, satanismo, misticismo e política. Podem também descrever atos extremos porquê mutilação, dissecação, tortura, violação, canibalismo e necrofilia.

A menos que, obviamente, esses músicos sejam ultranacionalistas pró-ditadura, que odeiam o Poente e veneram Kim Jong-Un.

Neste vídeo do YouTube estão compiladas três músicas dos Red War: “War With U.S.A” [Guerra com os EUA], “Stop Imperialism” [Parem o Imperialismo] e “Painful Hate Until Death” [Ódio Doloroso até à Morte].

O álbum do dedo da orquestra está até à venda no site Bandcamp, por unicamente sete dólares. O disco é devotado ao “eterno presidente Kim Il-sung”, que foi o líder da Coreia do Setentrião desde a instalação do país, em 1948, até à data da sua morte, em 1994.

Embora a qualidade da gravação da música esteja longe de ser a melhor, vários fãs de death metal revelam-se bastante surpreendidos com a qualidade da sua música. “Na verdade, eu não esperava que fosse tão bom quanto é”, lê-se num glosa no vídeo do YouTube.

Embora as músicas dos Red War tenham claramente uma conotação anti-Poente, não deixam de revelar um ato de coragem da orquestra. Principalmente tendo em conta que Kim Jon-Un executou pelo menos 23 pessoas na última dezena por ouvirem o “cancro depravado” do K-Pop.

  Daniel Costa, ZAP //

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