Em Ceilândia, mulheres protestam contra Bolsonaro e

0
4788

Coletivos feministas, movimentos populares e parlamentares realizaram um ato antecipado no meio de Ceilândia, no sábado (5), para marcar o início da jornada de lutas do Dia Internacional de Luta por Direitos das Mulheres, comemorado no 8 de março.

Com faixas e cartazes nas mãos, as manifestantes denunciavam os retrocessos impostos pelos governo Bolsonaro para as mulheres.

Em meio à palavras de ordem de “Fora Bolsonaro” e discursos, as participantes evidenciaram o aumento no número de casos de feminicídio no Província Federalista nos últimos anos, muito porquê, o desmonte das políticas públicas voltadas para o combate da violência doméstica.

:: 8M: mulheres do DF estarão nas ruas “Por um Brasil sem machismo, sem racismo e sem lazeira” ::

A representante do Levante Feminista do DF, Rita Andrade, disse que para dar um basta à violência e ao feminicídio é urgente a “implementação de políticas públicas preventivas a todas as mulheres”. Ela declarou ainda que a luta das mulheres é “por paridade, por saudação e direitos”.

Para a presidente do Instituto Viva Mulher Direitos e Cidadania, Lucia Bessa, as mulheres “não aguentam mais viver sob o julgo da violência. Exigimos políticas públicas eficazes que resguardem e assegurem a vida das mulheres desse país e do Província Federalista”.


Denúncias do aumento no número de casos de feminicídio no DF, muito porquê, do desmonte das políticas públicas voltadas ao combate da violência doméstica tomaram conta do ato. / Foto: Roberta Quintino

“Estamos em luta para manifestar que as mulheres em movimento vão arrancar a filete presidencial que está no peito estufado da misoginia, do racismo, da LGBTfobia, da extrema direita e do fascismo. Tirem o seu patriarcalismo do caminho que nós estamos passando com tantas cores, com tantas lutas e com muita fé de que esse Brasil, em nome de Marielle, de Margarida Alves, em nome de Dandara, será devolvido ao povo brasílio e às mulheres brasileiras”, afirmou a deputada federalista Erika Kokay (PT-DF).

Ações de solidariedade

Além do ato, as mulheres dos coletivos e movimentos organizaram uma ação para distribuição de absorventes, álcool em gel, máscaras e luvas para as manifestantes e à população da cidade.

Até o final de março, outras ações de solidariedades serão realizadas. Na segunda-feira (7), as mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terreno (MST) vão se reunir no Hemocentro de Brasília, a partir das 10h, para um mutirão de doação de sangue.

Na terça (8), as atividades iniciam às 11 horas, com o ato “Pela Vida das Mulheres”, em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do DF. Já a Marcha das Mulheres do DF e Entorno, acontece a partir das 17 horas, com concentração no Museu da República e segue pela Esplanada dos Ministérios, com fechamento na Parque das Bandeiras.

No dia 14, as mulheres do MST vão realizar o plantio de árvores em homenagem a vereadora e socióloga Marielle Franco, assassinada em março de 2018.

:: Clique cá para receber notícias do Brasil de Indumento DF no seu Whatsapp ::

Manadeira: BdF Província Federalista

Edição: Flávia Quirino

Manadeira: Brasil de Indumento

Deixe um comentário