“Estudar os humanos é muito mais difícil”

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philpace / Pixabay

As duas vertentes do conhecimento sobre os astros seguiram o mesmo trilho durante muito tempo. Até que se separaram.

Para muitos leitores, o que está no título não é novidade. Para muitos leitores, a confusão entre astromância e astronomia é frequente.

As duas vertentes do conhecimento sobre os astros seguiram o mesmo trilho durante muito tempo. Até que se separaram “recentemente”, só no século XVII.

O astrónomo Paulo Eduardo de Brito defende a “sua” astronomia, em entrevista ao jornal Correio Braziliense.

A astronomia é a “ciência que estuda o movimento, a constituição e a formação dos astros e as relações entre si. Surgiu com o objectivo de marcar o tempo, orientar no espaço e prever comportamentos climáticos do planeta”.

A relação entre os astros e o comportamento da Terreno foi verificada e comprovada há séculos, pelos observadores e estudiosos. É oferecido o exemplo da melhor profundeza para plantar e para colher, na lavra.

Uma vez que a Terreno mudava o seu comportamento conforme os movimentos dos astros, também se começou a perguntar: as pessoas também mudam os seus comportamentos por pretexto dos astros?

Aí surgiu a astromância, que andou lado a lado com a astronomia durante séculos.

Mas no tal século XVII, a astronomia passou a estar focada nas ciências da natureza, construindo modelos matemáticos que representam os comportamentos dos astros no fundamento e da própria Terreno, e que podem ser validados por experiências, observações.

Por outro lado, a astromância relaciona-se mais com as crenças e com as ciências de comportamento humano, analisando arquétipos típicos dos seres humanos baseados na teoria de modelos cíclicos de comportamento e jeitos de ser das pessoas.

Têm origem generalidade mas são vertentes distintas, com objectos e estudo e estudo distintas, reforçou o professor de física e astronomia da Universidade de Brasília.

E Paulo Eduardo de Brito apontou um “grande problema” na astromância: “Está envolvida em crenças que não são validadas, porquê na astronomia. Estudar o comportamento humano é muito mais difícil do que estudar o comportamento físico das coisas”, conclui.

Visão de astrólogo

Emylian Kali é astrólogo. No mesmo jornal, disse que a astromância interpreta os astros e porquê os astros podem ser primordiais na definição de algumas acções e ocorrências na vida e na personalidade de uma pessoa.

“Dependendo da localização e posição dos astros, pode indicar grandes definições no nosso cotidiano”, explica o técnico.

O vegetal astral, elaborado para compreender melhor as pessoas, é utilizado muitas vezes para ajudar a explicar as acções dos humanos.

“Tanto no promanação quanto no transcursão da nossa vida, pode trazer influências significativas na nossa personalidade e na nossa forma de agir em diversas situações. Traz consigo uma grande maneira de nos afectar recorrentemente”, assegurou.

A astromância não é uma ciência. Ou não é considerada uma ciência, confirma Emylian Kali: “O que as diferencia hoje (astronomia e astromância) é justamente o facto de uma ser uma ciência e a outra uma pseudociência, fazendo assim com que a sua procura seja feita com mais nitidez”.

Mas a astromância, não sendo ciência, é uma prática que tem porquê base métodos científicos.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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