Estudo mostra que homens sobrestimam a sua lucidez, ao contrário das mulheres

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thinkpanama / Flickr

Para além da subvalorizarem a sua própria lucidez, as mulheres mostraram também ter uma auto-estima mais baixa do que os homens.

Se Sócrates só sabia que zero sabia, poucos são os que partilham da visão mais humilde do filósofo da Grécia Antiga sobre a sua própria lucidez.

Já vários estudos mostram que, no universal, tendemos a desenredar que somos mais inteligentes do que verdadeiramente somos — e uma novidade pesquisa concluiu que os homens são mais culpados disto do que as mulheres.

A investigação, publicada na Frontiers of Psychology, perguntou a 228 participantes que estimassem qual seria o seu QI. Os inquiridos fizeram depois um teste para que oriente fosse medido objectivamente e foram ainda questionados sobre a sua auto-estima e dados demográficos, incluindo a sua identidade sexual, nomeadamente quão “femininos” ou “masculinos” se sentem.

“Apesar da tendência universal das pessoas a sobrestimarem a sua própria lucidez, os indivíduos variam“, revela David Reille, responsável principal do estudo e investigador de psicologia aplicada na Universidade de Griffith, na Austrália, num cláusula publicado no The Conversation.

O responsável descreve o maravilha revelado uma vez que “arrogância masculina, humildade feminina” depois de notar que os homens acham que são “significativamente mais inteligentes do que são”, enquanto que as “estimativas das mulheres eram bastante mais modestas”. “As nossas conclusões são consistentes com as de outros estudos e isto acontece em muitas culturas”, afirma.

O técnico explica que, historicamente, acreditava-se que as mulheres era inferiores intelectualmente por terem crânios mais pequenos. “Pela mesma lógica, os elefantes são mais inteligentes do que nós! Maior não significa necessariamente melhor quando se trata do tamanho do cérebro”, compara.

“No século pretérito, os estereótipos de género mudaram bastante. Hoje, quando questionadas explicitamente, a maioria das pessoas concorda que os homens e as mulheres são também inteligentes. Mas há uma diferença nas crenças implícitas sobre género e intelecto”, nota Reille.

Por esta razão, os autores previam que o género seria um factor que influenciaria a noção da nossa própria lucidez. Para provarem esta hipótese, perguntaram aos inquiridos para fazerem uma estimativa, já sabendo que 66% das pessoas ficam entre os 85 e 115 pontos.

As conclusões mostraram que, em média, as mulheres subestimativam o seu QI em mais de seis pontos e que os homens tendiam a sobrestimar a sua lucidez. No entanto, as mulheres com características mais “masculinas” também tinham uma maior verosimilhança de se acharem mais inteligentes do que realmente são.

Relativamente à auto-estima, os homens também reportaram níveis mais altos do que as mulheres, e os autores realçam o impacto que isto tem no dia-a-dia.

“Quando as raparigas subvalorizam a sua lucidez na escola, tendem a escolher conteúdos educativos menos desafiantes — principalmente na ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Estas decisões limitam a sua ensino e percursos profissionais depois da escola”, alerta Reilly.

  Adriana Peixoto, ZAP //

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