Estudo revela o que passar uma hora na natureza faz ao cérebro

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(CC0/PD) Pexels/ pixabay

A pesquisa mostrou que os participantes que caminharam na natureza tiveram uma redução na atividade da amígdala, a secção do cérebro que processa o stress, em relação aos outros participantes que caminharam pela cidade.

Um novo estudo publicado na Molecular Psychiatry debruçou-se sobre o impacto que a exposição à natureza tem no nosso cérebro. A pesquisa focou-se especificamente na amígdala, uma pequena estrutura no meio do cérebro envolvida no processamento do stress, na aprendizagem emocional e na reação de lutar ou fugir.

Estudos anteriores sugeriam que a amígdala é menos ativada em momentos de stress nos residentes em zonas rurais em conferência com os citadinos. Para descobrirem se esta relação é causal, um grupo de investigadores fez ressonâncias magnéticas a 63 adultos saudáveis.

Para além das ressonâncias, os participantes também preencheram questionários, fizeram uma tarefa que testava a memória e fizeram uma sonância enquanto respondiam a perguntas, sendo que algumas foram feitas com o intuito de gerar stress social, relata o Science Alert.

Os participantes foram depois aleatoriamente ordenados a fazer uma passeio de uma hora ou num cenário urbano ou florestal. Os investigadores pediram-lhes que seguissem uma rota específica em cada uma das localizações, sem fazerem caminhos alternativos e sem usarem os seus telemóveis durante o caminho.

Depois da passeio, cada participante fez outra sonância, fez mais uma tarefa causadora de stress e preencheu mais um questionário. As ressonâncias mostraram uma redução da atividade na amígdala depois de uma passeio na floresta, o que apoia a teoria de que o contacto com a natureza tem efeitos positivos no cérebro. E estes efeitos podem eclodir ao termo de unicamente uma hora.

Quem fez a passeio na floresta também teve uma melhor restauração da atenção e apreciou mais a passeio em si. Já a atividade na amígdala dos participantes que caminharam pela cidade não baixou, mas também não subiu, apesar de terem pretérito uma hora num envolvente mais ativo.

Isto não garante que a exposição urbana não culpa stress, mas pode ser um sinal positivo para quem vive na cidade. Talvez o efeito do stress seja menos potente do que outras pesquisas sugerem ou talvez oriente resultado seja específico às ruas de Berlim que foram usadas nesta experiência.

  ZAP //

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