Europa à extremidade de uma “epidemia de cancro”

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Polygon Medical Animation
/ Flickr

A Europa esta a enfrentar uma “epidemia de cancro”, depois a pandemia ter retardado um milhão de diagnósticos, revelou um novo relatório.

Segundo o estudo, publicado recentemente na Lancet e citado pelo Guardian, a “epidemia de cancro” na Europa só pode ser combatida com medidas urgentes, que impulsionem a investigação para encontrar novas formas de tratamento.

De convenção com a equipa responsável pela investigação, se essas fraquezas não forem abordadas com urgência, os resultados de tratamento do cancro podem ser atrasados em quase uma dezena.

“Estimamos que tapume de um milhão de diagnósticos de cancro podem ter sido omitidos em toda a Europa durante a pandemia”, referiu o estudo, com os investigadores a indicar que há “provas emergentes de que uma proporção maior de pacientes se encontra em estágios avançados de cancro, em conferência com as taxas pré-pandémicas”, devido a atrasos no diagnóstico e no tratamento.

Os médicos atenderam menos 1,5 milhões de pacientes com cancro no primeiro ano de pandemia, e metade dos doentes não receberam cirurgia ou quimioterapia em tempo útil. Tapume de centena milhões de exames não foram feitos.

Ao Guardian, o professor Mark Lawler, da Queen’s University Belfast, indicou que até um milhão de cidadãos europeus possa ter cancro não diagnosticado, em consequência dos atrasos.

O Brexit e a invasão da Ucrânia é outro repto para a investigação na Europa, uma vez que Rússia e Ucrânia são dois dos maiores contribuintes para a pesquisa clínica oncológica no mundo.

“É mais importante do que nunca que a Europa desenvolva uma investigação resiliente sobre o cancro, de forma a impor o seu papel transformador na melhoria da prevenção, diagnóstico, tratamento e qualidade dos tratamentos”, afirmou Mark Lawler, que é também o primeiro responsável do estudo.

As conclusões do estudo mostram ainda que “40% dos cancros na Europa poderiam ser evitados se as estratégias de prevenção primária fizessem melhor uso da compreensão atual dos fatores de risco do cancro”, explica Anna Schmütz, da International Agency for Research on Cancer.

  Taísa Pagno //

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