Férias do enlace? Licenças sabáticas conjugais ganham adeptos

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(CC0/PD) sasint / pixabay

A convívio diária dos casais nos confinamentos fez com que muitos desejassem fazer uma pausa na relação. As licenças sabáticas conjugais têm lucro adeptos que garantem que não são uma epístola branca para a traição.

A quarentena obrigou muitos casais a conviver 24 horas sobre 24 horas dentro das mesmas quatro paredes. Se já há muitas relações com problemas em circunstâncias normais, esta convívio manente aumentou a monotonia e gerou ainda mais conflitos do que o esperado.

Pode a solução para reacender a labareda é fazer uma pausa — não para consumir um Kit-Kat — mas no próprio enlace? Para a jornalista britânica Celia Walden, que é casada com o também jornalista e apresentador Piers Morgan, a resposta é sim.

Walden escreveu recentemente uma poste no The Telegraph onde relata a sua experiência em seguida ter disposto juntamente com o marido tirar uma “licença sabática” de seis semanas do enlace.

A jornalista escreve que nascente período foi o mais longo que passou longe de Piers Morgan desde a pandemia e que o parelha nunca ficou mais do que duas noites separado nos últimos dois anos. O balanço de Walden é simples: “Todos os casais casados (que viveram durante três confinamentos) devem testar isto”.

“Sabem quando o computador começa a permanecer muito lento sem nenhuma culpa óbvia e a resposta é sempre “desliga e liga outra vez“? É isso que uma licença sabática faz ao enlace”, descreve.

A autora diz mesmo que é um “milagre” que qualquer parelha aguente o tédio considerando quão “anti-natural é passar todas as horas” na companhia do parceiro ao longo de vários meses. Walden justifica a sua posição com exemplos de cinco casais seus amigos que se separaram ou estão a terçar uma temporada complicada depois dos sucessivos confinamentos que passaram juntos.

Mas a escritora deixa um alerta — as licenças sabáticas só devem ser tiradas em relações sólidas e não podem ser uma desculpa para se ter uma “escapadinha” com um amante, porquê é geral com muitos casais nova-iorquinos.

“Há uma quantidade surpreendente de detalhes online sobre porquê tirar a licença com “segurança”. Os psiquiatras acautelam a preço de ter uma ‘relação potente e com suporte’ antes de se prosseguir. Certamente, não pode possuir o risco da relação desmoronar e da sabática se tornar permanente“, escreve.

Numa entrevista sobre a sua experiência pessoal, Walden revela que não telefonou muitas vezes ao marido e que os dois foram só trocando algumas mensagens: “Achei tão emocionante quando nos vimos novamente. Foi porquê nos primeiros dias do nosso enlace ou até os primeiros dias de namoro e eu adorei isso”.

Fazer uma pausa no enlace

Apesar de o exemplo de Walden e Morgan ter trazido novamente o tema a debate, o noção já não é novo, tendo surgido pela primeira vez no livro The Marriage Sabbatical: the Journey that Brings You Home de Cheryl Jarvis, de 1999. Segundo a autora, o objectivo é semelhante a uma sabática profissional — fazer uma pausa para nos focarmos em nós e concretizarmos as nossas ambições individuais.

Jarvis acredita que a resistência à teoria não nasce da oposição à separação em si, mas antes aos às razões que a motivam, principalmente no caso das mulheres. “Uma mulheres pode expor ‘vou cuidar da minha mãe doente’ e ninguém diria zero, ela era uma mulher incrível. Mas se ela quisesse fazer um tanto para si própria, era vista de forma muito dissemelhante, porquê se fosse interesseiro“, explica ao The Guardian.

Foi por esta mesma razão que o livro foi polémico quando foi lançado, com os opositores a considerarem que a teoria é um ataque aos valores tradicionais da família e uma oportunidade para a infidelidade.

“Isto foi surpreendente para mim porque tenho vivido uma vida muito tradicional. A ironia para mim é que nenhuma mulher que entrevistei tinha isso na sua consciência. A teoria para todas elas era não ter ninguém na sua vida durante esse período”, descreve Jarvis, que lembra que a intervalo não é o factor decisivo para possuir traição.

Mas nem todas estas “férias” do enlace têm motivos tão simples. O que fazer quando o parelha simplesmente está farto um do outro? O nosso noção social do enlace implica que nascente seja sempre harmonioso, mas esta noção foi testada até ao limite durante a pandemia.

“Os confinamentos mostraram muito a preço do espaço nas relações. Os casais estavam a passar muito mais tempo juntos do que o normal e uma licença sabática do enlace num cenário pós-covid é mais fácil de digerir“, explica Jarvis.

No final de contas, é tudo uma questão de notícia. Tal porquê escreve Zoe Williams no The Guardian: “Se pudéssemos deixar entrar o pequeno relâmpago de luz que é o período sabatino, implicitamente admitindo o facto indizível de que às vezes preferimos estar separado, é provável que tivéssemos de lutar menos para tentar corresponder o mito do enlace à sua verdade“.

  Adriana Peixoto, ZAP //

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