Finalmente, os nobres medievais ingleses tinham uma dieta baseada em vegetais

0
2115

Mary Harrsch / Flickr

Para além de não comerem muita mesocarpo no dia a dia, os nobres também convidavam plebeus para os grandes banquetes que organizavam onde os pratos de mesocarpo já eram os reis.

Uma novidade estudo a mais de 2000 esqueletos enterrados em Inglaterra entre os séculos V e XI sugere que a nobreza que governava o país no início da era medieval não era tão obcecada com mesocarpo porquê podemos descobrir.

O par de estudos publicado na Anglo-Saxon England detalha que antes do início das invasões dos vikings, os nobres ingleses comiam maioritariamente cereais e vegetais e reservavam a mesocarpo para os grandes banquetes em ocasiões especiais.

A estratificação social também era menos rígida do que se pensava, havendo uma relação mais próxima entre os camponeses e os aristocratas, que muitas vezes comiam juntos nestes grandes jantares, escreve a Smithsonian Mag.

A teoria pré-concebida de que os líderes medievais adoram mesocarpo não vem do zero, já que nos banquetes abundava a oferta de pratos com carnes de vaca, carneiro e de aves e também enguias. Mas isto acontecia só (literalmente) quando o rei fazia anos.

Esta revelação foi feita através de uma estudo isotópica a 2023 esqueletos de vários estratos socioeconómicos que não tinham os sinais típicos de quem tem uma dieta tão rica em proteína bicho, porquê o desenvolvimento da pingo.

Não há provas diretas que mostram que os nobres comiam mais vegetais, mas isto não significa que isso não acontecia, já que a fidalguia podia considerar estes mantimentos tão comuns que não valia a pena mencioná-los nos menus.

“Devemos imaginar um grande leque de pessoas a consumir pão com pequenas quantidades de mesocarpo e queijo ou a consumir sopas de alho-poró e grãos integrais com um bocadinho de mesocarpo pelo meio“, afirma o sócio Sam Leggett.

Os banquetes especiais recheados de mesocarpo também não eram reservados só para a fidalguia. “Os historiados geralmente assumem que os banquetes eram exclusivamente para as elites. Mas as listas dos menus mostram que mesmo que tenhamos em conta enormes apetites, 300 ou mais pessoas participavam”, revela o sócio Tom Lambert.

“Isto sugere que muitos lavradores plebeus estivessem lá e tem grandes implicações políticas. Podemos compará-los ao jantar da campanha presidencial nos Estados Unidos que temos agora. Era uma forma crucial de contacto político”, remata.

  ZAP //

Deixe um comentário