Gotículas de chuva têm “substância secreto” para a origem da vida

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(PD/CC0) ronymichaud / pixabay

As gotículas de chuva guardam um “substância secreto” que pode estar na origem da vida na Terreno, uma invenção que cientistas da universidade norte-americana de Purdue admitem poder contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos.

“Esta é a primeira mostra de que moléculas primordiais, aminoácidos simples, formam espontaneamente péptidos, os blocos de construção da vida, em gotículas de chuva pura”, disse, citado num expedido da universidade, Graham Cooks, professor de Química Analítica na Faculdade de Ciências de Purdue.

De entendimento com o químico, oriente estudo, hoje publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, permitiu desvendar “essencialmente a química por detrás da origem da vida“, alguma coisa que intriga os cientistas há décadas.

De entendimento com investigação da universidade dos EUA, a química à base de chuva “também pode levar ao desenvolvimento mais rápido de fármacos para tratar as doenças mais debilitantes da humanidade”.

Segundo o estudo, os aminoácidos podem reagir e agregarem-se para formar péptidos, os “blocos de construção de proteínas e, eventualmente, da vida”.

“Intrigantemente, o processo requer a perda de uma molécula de chuva, que parece altamente improvável num envolvente húmido, aquoso ou oceânico. Para a vida se formar, precisava de chuva, mas também precisava de espaço longe da chuva”, adiantam as conclusões do estudo.

A investigação da equipa de Graham Cooks, perito em espetrometria em volume e química da Terreno, permitiu dar resposta a oriente mistério, uma vez que a “chuva não está molhada em todo o lado”.

“Nas margens, onde uma pinga de chuva encontra a atmosfera, podem ocorrer reações incrivelmente rápidas, transformando aminoácidos abióticos nos blocos de construção da vida. Aliás, locais onde o ‘spray’ do mar voa para o ar e as ondas batem na terreno, ou onde a chuva rebuçado salpica ao descer uma encosta, eram paisagens férteis para a potencial evolução da vida“, refere o estudo.

Os químicos envolvidos nesta investigação passaram mais de 10 anos a usar espetrómetros de volume para estudar reações químicas em gotículas de chuva.

Compreender uma vez que os aminoácidos se constituíram em proteínas e, eventualmente, formas de vida, permite, assim, revolucionar a compreensão dos cientistas da síntese química, um processo que pode “agora ajudar os químicos sintéticos a estugar as reações críticas à invenção e desenvolvimento de novos fármacos e tratamentos para doenças”, adiantou a instituição norte-americana.

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