Há uma novidade forma de destruir os “químicos eternos”

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Tim Bell / Pixabay

Cientistas criaram um reator que aquece a chuva até temperaturas supra do seu ponto de ebulição, criando “chuva supercrítica”. As altas temperaturas asseguram a devastação dos químicos eternos.

Os “químicos eternos” são assim chamados por persistirem na chuva e no solo e não são inofensivos — podem fomentar problemas de saúde uma vez que o cancro e afetar a nossa fertilidade.

Um novo estudo publicado na Chemical Engineering Journal detalha a geração de uma novidade técnica que destrói estes poluentes — especificamente PFOS e PFOA — através de um reator que desfaz os completamente usando “chuva supercrítica“, que se forma sob temperatura e pressão altas.

O método pode ser usado no tratamento de lixo industrial e na devastação dos químicos eternos que já estão a circundar no envolvente.

De harmonia com o responsável principal do estudo, Igor Novosselov, o reator funciona porque aumenta a pressão, o que leva a que o ponto de ebulição da chuva aumente para além dos 100 graus normais.

“A certa profundidade, a chuva não fará a transição de líquido para vapor. Em vez disso, atingirá um ponto crítico em que chega a um estado dissemelhante da material, chamado de período supercrítica. Cá a chuva não é um líquido ou um gás. É um pouco entre os dois”, explica ao SciTech Daily.

Isto cria um envolvente “quimicamente invasivo onde as moléculas orgânicas não podem sobreviver”. “Os produtos químicos que sobrevivem para sempre na chuva normal podem ser decompostos em chuva supercrítica a uma taxa muito subida. Estas moléculas recalcitrantes podem ser completamente destruídas, não deixando produtos intermediários e produzindo somente substâncias inofensivas, uma vez que dióxido de carbono, chuva e sais de flúor”, relata o pesquisador.

O reator está dentro de um “tubo grosso de aço inoxidável” onde os cientistas controlam a temperatura para poderem entender quão quente oriente tem de estar para “destruir completamente o químico“.

A equipa já tem planos futuros sobre o que fazer com o reator. “Temos alguns próximos passos. Estamos a usar o reator para ver uma vez que ele destrói outros produtos químicos para sempre além de PFOS e PFOA”, explica.

“Também estamos a calcular o quão muito essa tecnologia pode funcionar em cenários do mundo real. Provavelmente não podemos tratar todo o oceano desta forma, por exemplo. Mas poderíamos usar isto para tratar problemas existentes, uma vez que resíduos químicos permanentes em locais industriais”, acrescenta o técnico.

“A contaminação química eterna é um grande problema e não vai desvanecer. Estamos empolgados por trabalharmos nisso e colaborar com reguladores e grupos líderes na liceu e na indústria para encontrar a solução”, remata.

  ZAP //

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