Há uma novidade pílula do dia seguinte… para infeções sexualmente transmissíveis

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danilo.alvesd / Unsplash

Há uma pílula do dia seguinte para infeções sexualmente transmissíveis, mas muitos temem os riscos de gerar resistência bacteriana.

A pílula do dia seguinte é o único método de contraceção que pode ser utilizado em seguida a relação sexual para prevenir a gravidez não desejada. Mesmo que nunca a tenha tomado, provavelmente está familiarizado com o concepção.

No entanto, há um novo tipo de pílula do dia seguinte, mas em vez de evitar a gravidez, trava as infeções sexualmente transmissíveis (ISTs). Anos depois de ser comprovado que funciona, o doxyPEP está prestes a entrar na medicina convencional.

A teoria é que, se uma pessoa tomar uma única ração do medicamento logo em seguida o sexo desprotegido, qualquer bactéria que possa suscitar uma IST seria morta antes de se estabelecer o suficiente para suscitar uma infeção completa.

Investigadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, criaram o anibiótico doxyPEP para saber se a doxiciclina PEP (Profilaxia Pré-Exposição) reduz novas infeções por sífilis, clamídia e gonorreia.

Os cientistas também estudam o efeito na resistência antimicrobiana, especificamente se o uso intermitente de doxiciclina uma vez que PEP leva à resistência na gonorreia, clamídia e sífilis, entre outras.

Recentemente, um estudo gaulês mostrou que o uso de um antibiótico depois das relações sexuais reduziu de forma significativa os casos de ISTs bacterianas.

No estudo, um grupo de 232 homens cisgénero gays e bissexuais utilizadores de PEP ao HIV, foi sorteado aleatoriamente para receber somente a PEP ou PEP e Doxiciclina, com a orientação de tomarem 2 comprimidos do antibiótico 24 horas depois de cada relação sexual.

O grupo que tomou doxyPEP teve 70% menos infeções por clamídia e 73% menos casos de sífilis. O número de casos de gonorreia foi semelhante nos dois grupos e nenhum participante com adesão à PEP infetou-se com HIV.

No entanto, alguns especialistas ainda se mostram céticos. A principal preocupação é a eventual resistência bacteriana aos antibióticos — um problema que já se está a verificar no caso da gonorreia.

Bactérias causadoras de doenças podem desenvolver resistência quando expostas a certos antibióticos, tornando-se mais perigosas, realça a Vox.

Ainda assim, parece não possuir consenso. Alguns argumentam que obstinar exagerado no risco de resistência pode negar aos grupos marginalizados as opções preventivas de que precisam.

“Por alguma razão, com a saúde sexual de homens gays, estamos sempre a colocar esses riscos teóricos supra do que realmente está a acontecer na comunidade”, disse David Holland, médico de doenças infecciosas e profissional em saúde pública da Emory University.

As ISTs eram anteriormente conhecidas uma vez que doenças sexualmente transmissíveis (DST). A novidade terminologia procura patentear a hipótese de uma pessoa ter e transmitir uma infeção, mesmo não apresentando sintomas. Tratam-se de infeções causados por vírus, bactérias ou outros microrganismos.

  Daniel Costa, ZAP //

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