Herpes geneticamente modificado elimina células cancerígenas

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euthman / Flickr

Uma versão geneticamente modificada do vírus do herpes demonstrou eficiência no tratamento de cancros avançados, segundo um relatório recente do Institute of Cancer Research, no Reino Uno.

Embora o tratamento ainda esteja em temporada inicial de ensaios, os investigadores descobriram que a RP2, uma versão modificada do vírus do herpes simples, conseguiu matar células cancerígenas num quarto dos doentes, reportou esta segunda-feira o Interesting Engineering.

“O nosso estudo mostra que um vírus geneticamente modificado (…) pode ter um duplo efeito contra os tumores: destruir diretamente as células cancerígenas a partir do interno e, ao mesmo tempo, ativar o sistema imunitário”, disse Kevin Harrington, do The Institute of Cancer Research, um dos autores da investigação.

De tratado com o profissional, é vasqueiro verificar tais respostas em ensaios clínicos que estejam numa temporada inicial, visto que nesta lanço o objetivo principal é testar a segurança de determinado tratamento ou medicamento.

“Os nossos resultados iniciais sugerem que uma forma geneticamente modificada do vírus do herpes pode tornar-se numa novidade opção de tratamento para alguns pacientes com cancros avançados – incluindo aqueles que não responderam a outras formas de imunoterapia”, explicou Harrington.

O vírus RP2 modificado é injetado diretamente nos tumores e atua de duas formas: primeiro, multiplica-se no interno das células cancerígenas, eliminando-as por dentro. Aliás, bloqueia uma proteína conhecida porquê CTLA-4, ativando o sistema imunitário e aumentando a sua capacidade de matar as células cancerígenas.

O vírus foi também modificado para produzir as moléculas GM-CSF e GALV-GP-R, que fornecem capacidades adicionais para desencadear o sistema imunitário.

Os tumores diminuíram de tamanho em três dos nove pacientes tratados com o RP2. Num dos casos, o cancro desapareceu completamente.

“Recebi injeções de duas em duas semanas durante cinco semanas, que erradicaram completamente o meu cancro. Há dois anos que estou livre da doença, é um verdadeiro milagre, não há outra vocábulo para o descrever”, indicou o paciente.

Os investigadores expandiram portanto a sua exemplar a 30 pacientes, que receberam tanto o tratamento com o RP2 modificado porquê a terapia com Nivolumab – que também estimula o sistema imunológico. Sete tiveram resultados positivos, indicou o Interesting Engineering.

O estudo revelou que a maioria dos efeitos secundários associados ao tratamento com RP2 eram ligeiros, tais porquê febre, calafrios e fadiga.

Agora, os investigadores planeiam continuar os seus estudos com amostras maiores.

“Os vírus são um dos inimigos mais antigos da humanidade, porquê todos vimos na pandemia. A nossa novidade investigação sugere que podemos explorar algumas das suas características (…) para infetar e matar as células cancerígenas”, disse o Professor Kristian Helin, diretor executivo do Institute of Cancer Research.

“É um estudo pequeno, mas as descobertas iniciais são promissoras”, frisou.

  ZAP //

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