Hubble descobre testemunha da morte explosiva de uma estrela (que sobreviveu)

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NASA / ESA / Leah Hustak (STScI)

Sensação artística da supernova 2013ge e da sua estrela companheira

O Telescópio Hubble descobriu uma testemunha da morte explosiva de uma estrela: uma companheira escondida no cintilação da supernova.

Os astrónomos estudam as supernovas através da deteção da assinatura dos vários elementos envolvidos na explosão.

Esses elementos estão em camadas, uma vez que uma cebola: o hidrogénio encontra-se na classe mais externa e, se não for detetado posteriormente a supernova, significa que o gás foi, de alguma forma, eliminado antes da explosão.

A pretexto da perda de hidrogénio é um mistério entre a comunidade científica. Os investigadores estavam precisamente a usar o Telescópio Hubble para procurar pistas e testar teorias para explicar supernovas sem hidrogénio.

As novas observações dão força à hipótese de que é uma estrela companheira invisível a responsável por “drenar” o gás da estrela parceira antes de ela explodir.

“Levante era o momento pelo qual esperávamos, para finalmente ver provas de um sistema binário progenitor de uma supernova totalmente despojada [de hidrogénio],” disse o astrónomo Ori Fox, do Instituto de Ciências Telescópicas Espaciais em Baltimore, citado pelo Europa Press.

“O objetivo é movimentar esta extensão de estudo da teoria para o trabalho com dados e ver uma vez que estes sistemas são na verdade”, acrescentou o astrónomo.

O Hubble já tinha detetado, em observações anteriores da supernova SN 2013ge, dois picos na luz ultravioleta, em vez de somente um. Fox diz que esse duplo cintilação pode ser explicado pelo facto de o segundo pico simbolizar o momento em que a vaga de choque da supernova atinge a estrela companheira.

O mais surpreendente é que as últimas observações do Hubble indicam que a estrela companheira sobreviveu. O item científico foi publicado recentemente no The Astrophysical Journal Letters.

É a primeira vez que se descobre um tanto deste género numa supernova completamente sem envelope de gás extrínseco antes de explodir.

A invenção é importante para se entender a natureza binária de estrelas massivas, assim uma vez que a fusão final das estrelas companheiras, que irá espalhar-se pelo Universo na forma de ondas gravitacionais.

  ZAP //

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