Investigadores clonam lobo do ártico em projeto de conservação histórico

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myri_bonnie / Flickr

Investigadores chineses clonaram com sucesso um lobo selvagem do Ártico e esperam que a tecnologia possa ajudar a salvar outras espécies ameaçadas à medida que o mundo caminha para uma crise de extinção.

A clonagem, resultado de dois anos de pesquisa, foi anunciada pela empresa Sinogene Biotechnology, século dias em seguida o bicho ter nascido. A loba, chamada “Maya”, está muito de saúde e encontra-se num laboratório da empresa, na província de Jiangsu, informaram os responsáveis pelo projeto à prensa chinesa.

A célula doadora foi obtida a partir de uma modelo de pele de uma loba do ártico de origem canadiana. O óvulo veio de uma cadela, cuja raça não foi especificada, e a prenhez foi desenvolvida por outra cadela, de raça Beagle, explicou o vice-diretor da Sinogene, Zhao Jianping, citado pelo Global Times.

Os cientistas implantaram um totalidade de 85 embriões no útero de sete cadelas Beagle, disse Zhao, acrescentando que a escolha de um cão para gestar o clone se deve às semelhanças genéticas entre as duas espécies.

Segundo o diretor da empresa, Mi Jidong, levante é o primeiro caso no mundo de clonagem de um lobo ártico. “Maya” vai ser, mais tarde, transferida para Harbon Polarland, um parque temático na província de Heilongjiang (nordeste).

Especialistas citados pelo Global Times apontaram que o sucesso deste projeto de clonagem abre portas para a reprodução sintético de outros animais ameaçados ou em risco de extinção.

A Sinogene também anunciou que está a planear um concórdia com o Parque de Vida Selvagem de Pequim, para continuar a pesquisar a emprego de tecnologia de clonagem na geração e conservação de animais selvagens sob prenúncio de extinção.

Outros cientistas levantaram objeções sobre a clonagem e os problemas técnicos e éticos que levante tipo de procedimento representa.

Citado pelo Global Times, Sun Quanhui, investigador ligado à Organização Mundial para a Proteção dos Animais, disse que, apesar dos avanços na tecnologia de clonagem nos últimos anos, ainda há muitos aspetos que devem ser estudados, nomeadamente possíveis riscos para a saúde dos animais clonados.

Em 2019, o investigador chinês He Jiankui gerou polémica a nível mundial, depois ter alegado que conseguiu gerar os primeiros bebés geneticamente alterados. He foi punido com três anos de prisão na China, tendo sido libertado em abril pretérito.

O escândalo levou as autoridades chinesas a rever os regulamentos sobre modificação genética de seres humanos, exigindo agora aprovação para pesquisas clínicas nesse campo ou em outras “tecnologias biomédicas de cumeeira risco”.

  ZAP //

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