Investigadores criam penso salutar que deteta o HPV

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Marco Verch Professional Photographer / Flickr

Uma equipa desenvolveu um penso salutar capaz de detetar a presença do papilomavírus humano (HPV) através do sangue menstrual. Eleito Q-Pad, é feito de algodão e contém uma tira de teste removível, que permite a recolha da protótipo para estudo.

De simetria com os investigadores responsáveis pelo projeto – cujos resultados foram publicados recentemente na Obstetrics & Gynecology -, o objetivo é que desenvolver alternativas ao fiscalização do papanicolau, que sejam menos desconfortáveis no momento da realização mas também precisas.

Uma opção porquê o Q-Pad poderia ajudar a reduzir o estigma em torno da mênstruo, disse Paul Blumenthal, professor na Universidade de Stanford. Aliás, trata-se de um auto-teste, privado e indolor, que aproveitaria “um recurso não utilizado, fácil de obter e recorrente” – o sangue menstrual, continuou.

O HPV é a infeção sexualmente transmissível mais generalidade no mundo, lembrou o Futurity. Alguns dos seus tipos são considerados de “proeminente risco”, podendo levar ao cancro do pescoço do útero caso não sejam tratados. Mas, muitas pessoas com HPV de proeminente risco não desenvolvem quaisquer sintomas, o que dificulta o diagnóstico.

Na maioria dos casos, o sistema imunitário elimina a infeção no prazo de dois anos. No entanto, em murado de 10% das mulheres esta persiste e, com o tempo, as células normais podem tornar-se anormais, formando lesões. Se não forem tratadas, podem originar cancro do pescoço do útero, mesmo em mulheres vacinadas contra o vírus.

O rastreio padrão do HPV é feito através do papanicolau. Trata-se de um procedimento de rotina recomendado para mulheres com idades compreendidas entre os 25 e os 65 anos, de cinco em cinco anos.

Na maioria dos casos o cancro do pescoço do útero pode ser evitado através de uma combinação da vacinação, do rastreio e do tratamento atempado de lesões. Mas o risco é proeminente para as mulheres que não têm aproximação ao fiscalização ou ao rastreio, porquê acontece nos países em desenvolvimento, onde ocorrem 80% dos casos.

Neste projeto, as participantes foram instruídas a usar o penso no segundo ou no terceiro dia de mênstruo. As tiras de teste presentes nos pensos permitiram apinhar uma quantidade de fluxo, que depois originaram manchas de sangue sequioso – essas amostras foram portanto analisadas para justificar a eficiência do penso.

O estudo incluiu amostras de papanicolau e de sangue menstrual coletados em vivenda de 106 mulheres. O Q-Pad foi capaz de identificar 12 casos de HPV de proeminente risco, não identificados nos exames realizados pelos médicos.

De simetria com Blumenthal, é provável que isto se deva ao facto de o HPV estar instalado numa espaço do pescoço do útero ou do meio vaginal onde o galeno não chegou durante o fiscalização, mas através do qual corria sangue menstrual.

O sangue sequioso não é considerado um material perigoso e não requer refrigeração privativo. Uma vez analisada a protótipo no laboratório, os resultados podem ser facilmente partilhados com as pacientes e com os seus médicos.

Na opinião de Blumenthal, esta pode ser uma “utensílio de diagnóstico global”. O investigador indicou que troço da missão da equipa é reduzir o estigma e aumentar o aproximação das mulheres a exames. O Q-Pad “poderia alargar o aproximação aos cuidados, principalmente para as mulheres que não dispõe dos recursos necessários para testes caros, realizados por médicos”, referiu.

O perito acredita ainda que a utensílio tem potencial para, no porvir, detetar uma série de informações de saúde, porquê biomarcadores que sinalizam condições inflamatórias indicativas de infertilidade.

  Taísa Pagno //

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