Já sabemos porquê as vegetais se enraízam na terreno

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Airin Party / Pexels

Uma equipa de cientistas, liderada por investigadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos (EUA) acredita ter finalmente desvelado porque é que as vegetais terrestres desenvolveram sistemas vasculares tão complexos – um mistério que se mantém há muro de um século.

Quando as vegetais surgiram, há muro de 500 milhões de anos, os seus sistemas vasculares eram extremamente simples. As vísceras das suas raízes e caules pareciam uma espécie de feixes de palhinhas, que atraíam chuva e nutrientes do envolvente circundante.

Todavia, porquê referiu o Science Alert, há muro de 420 milhões de anos, oriente sistema simples de sucção de chuva sofreu mudanças significativas, dividindo gradualmente as “palhinhas” em formas, estruturas e tamanhos mais elaborados.

Durante muro de 100 anos, os cientistas não sabiam porque é que a evolução favoreceu estes interiores mais intrincados, mas uma novidade estudo do registo fóssil sugere um sistema vascular mais moderno, com maior tolerância à seca. A falta de chuva pode ter sido o que primeiro motivo que levou as vegetais a se moldarem.

As primeiras vegetais terrestres eram pequenas e pouco complexas. Não tinham sistemas radiculares, o que significa que estavam confinadas a áreas com chuva em riqueza. À medida que as vegetais começaram a mover-se mais para o interno, para zonas mais áridas, precisaram de novas formas de tomar chuva, luz solar e nutrientes, protegendo-se simultaneamente da evaporação e desidratação.

Foi aí que os ramos e raízes vieram a calhar. Mas ao mesmo tempo, estas estruturas criaram novos desafios.

Durante a seca, as vegetais podem facilmente secar, criando uma bolha de vapor, porquê uma espécie de embolia, que bloqueia o fluxo de chuva através das raízes.

Nos sistemas vasculares simples e primitivos, uma bolha de ar dentro de uma vegetal pode facilmente espalhar-se para outros canais ou “palhinhas”, criando um bloqueio que impede a ingresso de mais chuva e nutrientes. O resultado pode desencadear a morte do tecido e até mesmo da vegetal.

Num estudo publicado recentemente na Science, modelando os vários sistemas vasculares de algumas vegetais modernas e extintas preservadas no registo fóssil, os investigadores concluíram que um padrão vascular mais elaborado permite isolar as bolhas de ar.

Quando as palhetas que compõem o sistema vascular de uma vegetal são separadas em padrões, as simulações sugerem que as bolhas de ar têm menos vizinhos aos quais consegue chegar. A seca faz segmento de um sistema de seleção “teoricamente sólido” para o sistema vascular das vegetais.

“Cada vez que uma vegetal se desvia desse sistema vascular cilíndrico, cada vez que muda um pouco, a vegetal recebe uma recompensa na sua capacidade de sobreviver à seca”, explicou o fisiologista vegetal Craig Brodersen, da Escola do Envolvente de Yale.

“E se essa recompensa estiver continuamente presente, portanto vai forçar as vegetais a afastarem-se do idoso sistema vascular cilíndrico em direção a estas formas mais complexas”, continuou.

O investigador acrescentou que “ao fazer estas pequenas mudanças, as vegetais resolveram um problema muito cedo na história da Terreno, caso contrário as florestas que vemos hoje simplesmente não existiriam”.

As descobertas não só revelaram aspetos interessantes do pretérito do nosso planeta, porquê ajudaram a explicar de que forma foi criada a vasta gama de formas vasculares vistas nas vegetais atuais.

Esta novidade compreensão de porquê as vegetais lidam com a seca poderá um dia ajudar os investigadores a preparar a flora para as rápidas alterações climáticas.

Se os especialistas conseguirem deslindar porquê fabricar melhores sistemas radiculares e vasculares, algumas culturas poderão ser capazes de nos fomentar por muito tempo no porvir.

  ZAP //

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