Já se sabe o que acabou com as lendárias minas do Rei Salomão

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(CC0/PD) LoggaWiggler / Pixabay

Um novo estudo arqueológico avança uma justificação para o orfandade das minas de cobre do Vale do Timna, no deserto do Negev, em Israel. Foi nelas que se inspirou a mito das minas de ouro do Rei Salomão e a teoria também ajuda a entender uma vez que a região se tornou num deserto.

Estas minas foram a base de um importante meio de produção de cobre que existiu na zona, entre os séculos XI e IX a.C., mas foram abandonadas há muro de três milénio anos.

Escavações arqueológicas agora divulgadas revelam que esse orfandade terá sido motivado pelo término dos recursos naturais que as alimentavam, nomeadamente pelo definhar das árvores usadas para fazer o carvão para a fundição do cobre.

As pesquisas arqueológicas na chamada “Colina dos Escravos” no Vale do Timna, no deserto do Negev, em Israel, permitiram averiguar os fragmentos de carvão dos antigos fornos da zona.

Os arqueólogos detectaram que “a qualidade da madeira usada para fazer carvão se deteriorou ao longo dos muro de 250 anos em que as minas e fundições operaram”, conforme reportam no cláusula científico divulgado na revista Scientific Reports.

À medida que a fundição do cobre foi decorrendo, passaram a usar troncos de palmeiras que dão “madeira de qualidade muito subordinado”, uma vez que explica o investigador que liderou o estudo, o arqueobotânico Mark Cavanagh, em declarações à Live Science.

A mito das minas de ouro do Rei Salomão

“O Vale do Timna foi um dos primeiros lugares do mundo onde o cobre metálico foi fundido a partir de minérios”, refere ainda Cavanagh que é estudante de doutoramento na Universidade de Tel Aviv, em Israel.

Os primeiros indícios da existência de fundição de cobre na região datam de há muro de 7500 anos detrás, durante o final do Neolítico, ou seja, na chamada “Novidade Idade da Pedra”.

A era dourada das minas coincidiu com o período em que os reis bíblicos David e o seu rebento Salomão terão governado Jerusalém.

Todavia, a existência destas duas figuras não está cientificamente provada e alguns investigadores defendem que nunca existiram – e que são somente lendas bíblicas. Há ainda quem alegue foram menos importantes do que a Bíblia dá a entender.

Acredita-se que foram estas minas de cobre que inspiraram a mito das minas de ouro do Rei Salomão – em vez de ouro, seriam de facto de cobre, uma vez que sublinha Cavanagh.

Mas, por volta de 850 a.C., a indústria de cobre tinha sido abandonada, restando um deserto infértil que ficou desabitado durante muro de um milénio.

“Caça à madeira” ajudou a produzir o deserto de Negev

As pesquisas feitas no contextura do projecto arqueológico do Vale Meão de Timna já decorrem há vários anos, com diversas descobertas registadas. As mais recentes avançam uma teoria quanto ao que explica, em segmento, as actuais condições do deserto do Negev.

A equipa de investigação liderada por Cavanagh analisou fragmentos de carvão datados da Idade do Ferro, há muro de 3 milénio anos.

Os investigadores usaram um microscópio electrónico para examinar os resíduos que sobravam da fundição para, assim, conseguir ordenar o tipo de madeira que foi queimada.

Deste modo, conseguiram chegar às estruturas celulares das madeiras usadas, uma vez que notam no cláusula científico divulgado.

“A giesta branca e a acácia foram amplamente usadas nas fases iniciais da indústria do cobre em Timna, mas madeira de qualidade muito subordinado foi usada mais tarde”, nota Cavanagh à Live Science.

Assim, o arqueobotânico constata que as minas terão sido abandonadas porque, “possivelmente”, se tornou “muito difícil encontrar madeira boa nas proximidades”.

O investigador sugere que “a caça à madeira” foi também, em segmento, responsável pelas condições do deserto do Negev presentemente, embora, há milhares de anos, já tivesse um envolvente muito sedento.

“Quando se começa a trinchar árvores, acciona-se um efeito de esfera de neve“, nota Cavanagh, frisando que “menos árvores significavam menos animais e menos chuva em todo o ecossistema”. “Algumas das coisas que desapareceram nunca mais voltaram“, conclui o investigador.

  Susana Valente, ZAP //

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