Máquinas de tatuar podem revolucionar as vacinas do porvir

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Benjamin Lehman / Unsplash

A tecnologia das máquinas de tatuar pode ser útil para produzir vacinas mais eficazes e com maior resistência à temperatura.

Se há coisa que provavelmente nunca pensaríamos que pudesse ajudar a revolucionar a vacinação é uma máquina de tatuar. No entanto, uma equipa de investigadores sugere o contrário.

Regra universal, todos saberemos uma vez que funciona uma vacina normal: o texto é onusto na seringa, perfura-se a pele e, de seguida, pressiona-se o êmbolo para retrair o líquido através da agulha para dentro do corpo.

As máquinas de tatuar introduzem tinta dentro da nossa pele de uma forma dissemelhante. Ao contrário das vacinas, estas máquinas não injetam a tinta.

Em vez disso, o tatuador mergulha as agulhas na tinta e, quando as agulhas perfuram a pele, criam pequenos orifícios. Quando as agulhas sobem, a tinta é puxada para dentro dos orifícios através de sucção.

Num encontro da American Physical Society, realizado nascente mês, a engenheira química Idera Lawal apresentou um vídeo a provar o potencial desta tecnologia nas vacinas.

Assim, uma vez que explica o portal Freethink, o mecanismo usado nas máquinas de tatuar pode tornar mais fácil para os médicos reger vacinas de ADN.

As vacinas de ADN ensinam o corpo a produzir uma proteína a partir de um simples vírus ou bactéria, que leva o sistema imunitário a gerar anticorpos para esse patógeno.

É também desta forma que funcionam as vacinas de mRNA contra a covid-19. A única diferença é que estas usam RNA mensageiro para transmitir a informação genética, enquanto as vacinas de ADN usam… ADN.

A questão é que o ADN é mais sólido e robusto do que o RNA. Isto faz com que as vacinas aguentem temperaturas mais altas e sejam mais fáceis de partilhar. Em contrapartida, as vacinas de ADN normalmente são menos potentes do que as vacinas com RNA.

Mas os cientistas tentaram reger vacinas usando uma máquina de tatuar e, em estudos com ratos e primatas, a abordagem foi mais eficiente na promoção de uma resposta imune do que a habitual injeção.

  Daniel Costa, ZAP //

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