Máscara deteta vírus e alerta o utilizador através do telemóvel

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(CC0/PD) OrnaW / Pixabay

Um grupo de investigadores criou uma máscara que deteta vírus respiratórios comuns, porquê a gripe, e avisa o seu utilizador 10 minutos depois identificar os agentes patogénicos no ar circundante.

“Pesquisas anteriores demonstraram que o uso de máscara pode reduzir o risco de propagação da doença. Queríamos gerar uma máscara que pudesse detetar a presença de vírus no ar e alertar o utilizador”, explicou Yin Fang, investigador na Universidade de Tongji, na China, citado pelo EurekAlert!.

Os agentes patogénicos que causam o coronavírus, por exemplo, propagam-se através de pequenas gotículas e aerossóis libertados quando o tipo infetado fala, tosse ou espirra. Estas moléculas podem permanecer no ar durante muito tempo.

Neste projeto, cujas conclusões foram publicadas recentemente na Matter, Fang e os colegas criaram um pequeno sensor que identifica proteínas de agentes patogénicos e incorporou-o na máscara. Esta consegue reconhecer, simultaneamente, proteínas dos vírus SARS-CoV-2, H5N1 e H1N1.

De convenção com os investigadores, durante os testes o sensor conseguiu detetar a presença de vírus numa quantidade 70 a 560 vezes menor do que a presente num incidente de esternutação ou quando o tipo fala ou tosse.

“A nossa máscara funcionaria muito muito em espaços com pouca ventilação, tais porquê elevadores ou salas fechadas, onde o risco de ser infetado é proeminente”, indicou Fang. No horizonte, se surgir um novo vírus respiratório, podem facilmente atualizar o sensor para detetar esses agentes patogénicos, acrescentou.

Nas investigações futuras a equipa espera encurtar o tempo de deteção e aumentar a sensibilidade do sensor. Os investigadores estão ainda a estudar a possibilidade de incorporar em dispositivos semelhantes sensores que detetem uma variedade de condições de saúde, incluindo cancro e doenças cardiovasculares.

“Atualmente, os médicos têm confiado fortemente nas suas experiências no diagnóstico e tratamento de doenças. Mas com dados recolhidos por dispositivos, o diagnóstico e o tratamento de doenças pode tornar-se mais preciso”, sublinhou Fang.

  ZAP //

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