Micróbios em Marte ter-se-ão “suicidado” com alterações climáticas

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Aynur Zakirov / Pixabay

Tal uma vez que os humanos estão a influenciar o clima da Terreno, é verosímil que o clima insensível e sequioso de Marte tenha sido causado por micróbios que alteraram fundamentalmente a atmosfera do planeta — tão fundamentalmente que até terão causado a sua própria extinção.

Parece que os humanos não são a única espécie que se arrisca a motivar a sua própria devastação com ao influenciar o clima do seu planeta.

Um novo estudo publicado na Nature Astronomy criou um protótipo que sugere que, no pretérito, Marte foi o lar de micróbios produtores de metano que acabaram por ser os culpados da sua própria extinção, ao causarem mudanças irreparáveis na atmosfera do planeta vermelho.

A pesquisa traça um retrato de um Marte idoso muito dissemelhante do Marte moderno. Nos dias de hoje, o planeta é muito insensível e mais sequioso do que todos os desertos na Terreno, tendo uma atmosfera muito ténue e fina.

No entanto, os dados recolhidos durante as observações de robôs uma vez que o Curiosity mostram sinais da passagem de chuva pela superfície de Marte, desde lagos, rios, e possivelmente até oceanos. Sendo a chuva um dos elementos fundamentais para a vida, o planeta terá tido as condições ideais de habitabilidade para micróbios.

Para oriente estudo, os investigadores criaram um protótipo de Marte no pretérito, incluindo a sua crosta, atmosfera e clima e adicionaram metanogénicos — micróbios que consomem dióxido de carbono e hidrogénio e expelem metano — para entender se conseguiam sobreviver e que mudanças poderiam motivar no ecossistema.

Não só conseguiam os micróbios sobreviver, também iriam prosperar em Marte. A simulação indica que a sua posição mais confortável seria dentro das primeiras centenas de metros debaixo da superfície, escreve a New Atlas.

Mas oriente reinado terá durado pouco tempo, somente algumas centenas de milhares de anos, para se ser perfeito. Os modelos mostram que os micróbios consumiriam tanto hidrogénio e emitiriam tanto metano que a atmosfera de Marte seria completamente dissemelhante e isso desencadearia uma Idade do Gelo e um resfriamento no planeta.

“A atmosfera de Marte basicamente desapareceu, foi completamente diluída, logo a sua nascente de pujança teria perdido e teriam que encontrar uma nascente opção. Aliás, a temperatura teria derrubado significativamente e os micróbios teriam que ir para muito mais fundo na crosta”, explica Boris Sauterey, responsável principal do estudo.

Esta parece ser uma hipótese plausível sobre o que pode ter gerado a mudança que causou o clima sequioso e insensível marciano que vemos hoje e há até cientistas que acreditam que alguns destes micróbios podem até ainda estar vivos nas profundezas do planeta. No entanto, tudo ainda não passa de especulação.

Seja qual for a verdade, talvez seja tempo de aprendermos uma prelecção com o aparente fado trágico dos nossos vizinhos marcianos.

  Adriana Peixoto, ZAP //

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