Mistério da origem do Ryugu desvendado. Pode ser o que resta de um cometa “morto”

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Akademy / Flickr

Asteróide Ryugu numa imagem capturada pela nave espacial japonesa Hayabusa2

Por término, Ryugu pode não ser um asteróide, mas sim o que resta de um cometa extinto. É a proposta de um novo estudo levado a cabo por cientistas da Nagoya City University, no Japão.

Ryugu pode não ser um asteróide, mas o remanescente de um cometa macróbio. Com o seu diâmetro de 800 metros, o corpo espacial poderia ser o núcleo rochoso de um cometa “morto” que, depois de perder o seu gelo, foi “esmagado” pela sua própria sisudez.

A sua estranha forma, semelhante a um piorra, poderia dever-se ao facto de Ryugu não ser constituído por uma única “peça”, mas ser constituído por muitas pequenas pedras que foram distribuídas para comprar a sua forma precisamente devido à sua rápida rotação.

Outra peculiaridade que aponta para a sua origem cometária é que Ryugu contém uma quantidade invulgarmente grande de material orgânica, um tanto que contraria a teoria dominante de que o objeto nasceu da colisão de dois asteróides, noticia o Science Alert.

Os cometas formam-se nas regiões exteriores mais frescas do Sistema Solar, onde nuvens de material orgânica se misturam com rochas e gelo para gerar “bolas de neve sujas” (ou cometas). Depois, o calor do Sol derrete lentamente os cometas que se aproximam e isso faz com que o gelo se sublime, escapando do cometa e formando uma rabo.

De consonância com o item científico, publicado recentemente na The Astrophysical Journal Letters, foi precisamente esse processo que fez de Ryugu um remanescente de rochas compactadas pela sua própria sisudez, misturadas com a material orgânica deixada para trás em seguida a evaporação do gelo.

A fusão do gelo pode ter causado “a perda de volume e a contração do núcleo do cometa, o que aumentou a sua velocidade de rotação“, explicou o investigador Hitoshi Miura. Por sua vez, a rápida rotação poderia ter oferecido ao núcleo do cometa morto “a velocidade de rotação necessária para a formação de uma forma de piorra”.

Um protótipo informático, criado pelos investigadores, mostrou que o Ryugu terá pretérito algumas dezenas de milhar de anos porquê cometa antes de entrar na cintura interna de asteróides, onde derreteu e se tornou um asteróide feito de detritos.

  ZAP //

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