Mistério do fresco do Túmulo do Mergulhador pode ter sido resolvido

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Michael Johanning / Wikimedia

Fresco do Túmulo do Mergulhador.

Um estudioso acredita que o sibilino fresco do Túmulo do Mergulhador não representa aquilo que se pensava anteriormente.

O Túmulo do Tuffator, também divulgado uma vez que Túmulo do Mergulhador, foi revelado em 1969 na necrópole de Tempa del Prete, dois quilómetros a sul de Paestum, uma grande cidade de antiga Grécia, fundada há tapume de 2.600 anos. As suas ruínas ficam naquilo que é agora a cidade de Salerno, no sul de Itália.

O Túmulo do Mergulhador é semelhante aos túmulos gregos de Paestum, contendo um sarcófago em calcário com um fresco marchetado na rocha. Nascente túmulo em específico foi construído com cinco grandes lajes de pedra, cada uma delas com um fresco.

Os frescos retratam um simpósio, um festim e casais masculinos. No entanto, o fresco no teto tornou-se uma das obras artísticas mais estudadas da antiguidade – e talvez a mais perturbadora, escreve o El País.

O fresco retrata um menino nu a reprofundar de uma torre para um corpo de chuva. Os peritos não sabem ao patente o que representa. Também não se sabe quem é que está enterrado neste túmulo. Alguns historiadores sugerem que possa ter pertencido a qualquer mercador reformado de origem etrusca, embora leste revele uma poderoso influência grega na sua decoração, detalha a revista Fénix.

As dúvidas da sua origem mantém-se, no entanto. Uns dizem que é da cultura grega, enquanto outros argumentam que é de origem etrusca.

A figura do mergulhador tem sido associada às tradições religiosas e vista uma vez que uma representação metafórica da vida uma vez que pausa entre o promanação e a morte: o promanação é o salto, a morte a chuva, explica o El País. A representação do suicídio também é uma possibilidade.

Nascente mergulho ritual poderá simbolizar a espírito do defunto que penetra nas águas do Okeanos, a matriz aquática universal.

Tonio Hölscher, professor emérito de Arqueologia Clássica na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, é profissional em monumentos dos impérios heleno e romano. No final do ano pretérito, Hölscher publicou o livro “The Swimmer of Paestum” (O Mergulhador de Paestum).

Na sua obra, Hölscher sugere uma teoria que pode desvendar o mistério por trás do fresco do Túmulo do Mergulhador. Ao contrário das ideias existentes, o profissional dissocia o fresco de qualquer simbolismo. Em vez disso, propõe que a imagem simplesmente descreva uma cena real: um jovem a saltar para a chuva.

“Os jovens eram a esperança da sociedade. No universo da Grécia Antiga, a formosura [era] não unicamente um traço físico, mas também místico e ético; o corpo saudável e poderoso é belo e um instrumento de superioridade humana”, explica Hölscher ao El País.

O responsável sugere que o nadador de Paestum seja uma representação realista, “o que não implica uma trivialidade”. Pelo contrário, “é bastante significativo”.

“A opinião geral – até agora – era que o jovem simplesmente não saltou para o mar, mas fez uma transição da vida para a morte. O mar era a evo, etc., etc. Houve um consenso universal em torno dessa versão. Proferir que esta imagem era simplesmente um salto levou tempo a lucrar terreno, mas lentamente convenceu mais estudiosos”, acrescentou.

“O mergulho é, portanto, secção de um rito de passagem [de jovem para adulto]… mas não é uma metáfora, é uma imagem real de uma atividade social”, rematou.

  Daniel Costa, ZAP //

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