Moradores de Taquari (RS) organizam ato contra instalação de

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Moradores de Taquari (RS) organizam jornada, neste sábado (26), contra a proposta de instalação de um aterro sanitário na região. A concentração foi iniciada às 9h, na Terreiro da Matriz, localizada no núcleo da cidade. De concórdia com a população, a extensão prevista para a instalação do empreendimento, situada em Risca Amoras, no interno do município, fica próxima a nascentes e poços artesianos utilizados para o aprovisionamento das comunidades locais. 

Situada na região meão do Rio Grande do Sul, a região do Vale do Taquari é formada por 36 municípios, que totalizam 4.821,1 km² (1,71% do estado) de extensão. Em 2017, conforme Estimativas Populacionais do Instituto Brasílio de Geografia e Estatística (IBGE) para 2018, a região contava com 351.999 habitantes (3,11% da população gaúcha) – a grande maioria de origem alemã, italiana ou açoriana. 

Assista 

 

ATERRO SANITARIO E O PROBLEMA PARA AS COMUNIDADES

ATERRO SANITARIO E O PROBLEMA PARA AS COMUNIDADES Com a participação do presidente da Associação dos Moradores da comunidade Júlio de Castilhos, de Taquari, Regis Eli Amaral dos Santos; da integrante do Movimento Não ao Lixão em Viamão, Iliete Citadin e de Wendell Castro, de Águas Lindas, Brasília. A mediação é com Luiz Muller


Posted by Brasil de Indumentária RS on Thursday, February 24, 2022

 

O município mais macróbio é Taquari, emancipado de Triunfo em 1849. Estrela e Lajeado já têm mais de 100 anos. A maioria dos municípios emancipou-se a partir de 1959. Os municípios mais populosos são Lajeado, Estrela, Teutônia, Taquari, Seduzido e Arroio do Meio, que respondem por 60,63% do totalidade da população regional.

A preocupação da comunidade é de que o chorume, líquido tóxico gerado pela degradação dos resíduos orgânicos em aterros sanitários, contamine a chuva, o solo e o ar, colocando em risco o ecossistema, o que afetaria a produção agrícola.

“Taquari é uma grande potência em produção de mel orgânico, a apicultura é muito possante na nossa região, se abelhas forem expostas a uma ‘lagoa de chorume’, elas vão morrer, e nós vamos perder a produção de mel”, explica Regis Eli Amaral dos Santos, integrante da Percentagem de Lideranças Comunitárias de Taquari. 

Leia mais: População de Taquari (RS) se mobiliza contra a instalação de “lixão” regional na cidade

A empresa Sustentare Saneamento, responsável pelo projeto, pretende destinar 66 hectares para a captação de resíduos urbanos – domiciliar e mercantil – produzidos em um relâmpago de 100 quilômetros do entorno do aterro. Isso quer proferir que a cidade de Taquari seria o tramontana final do lixo gerado por mais de 50 cidades da região. A estimativa é de que o aterro receberia milénio toneladas de lixo por dia. 

“Vamos nos unir, campo e cidade, para fazer um grande manifesto contrário e proferir: ‘Taquari não quer lixão. Amoras não quer lixão. Não queremos o lixo dos outros, encontrem outra solução’”, ressalta o representante da percentagem de moradores. 

A proposta, ainda em tempo de licença prévia na Instauração Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), é semelhante à apresentada pela empresa Vital Engenharia Ambiental, pertencente ao Grupo Queiroz Galvão, que há anos tenta instalar um aterro sanitário na zona rústico de Viamão, rica em biodiversidade e próxima a povoação indígena Guarani do Cantagalo. 

População de Montenegro também se mobiliza contra aterro

A população da cidade de Montenegro também vem contestando um empreendimento parecido, que prevê receber, durante 26 anos, Resíduos Industriais de Classe I, considerados perigosos, em um aterro localizado na comunidade de Pesqueiro, às margens do rio Caí. A população denuncia a falta de diálogo, inclusive sem respeitar o recta à Consulta Livre, Prévia, Informada e de Boa Fé dos povos atingidos pelo empreendimento, uma vez que o Povo Kaingang e a Comunidade Kuilombola CoMPaz.

Na noite des terça-feira (22), a Instauração Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) realizou uma audiência pública com as comunidades do município e região para apresentação do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Foram mais de 3 horas de reunião com transmissão online pelo perfil no YouTube da empresa que pretende se instalar no município, a Instauração Proamb, com participação da comunidade através de uma reunião online. 

O projeto seria construído em uma extensão de 46 hectares, localizada a 850 m do entroncamento com a ERS-124, no município de Montenegro (RS). Para realização do aterro estão previstos mais de 40 impactos gerados na região e, uma vez que retorno para o município,  a geração de unicamente 40 vagas durante a implantação do projeto, sendo 20 empregos na tempo de operação. O investimento previsto no projeto chega a 5 milhões de reais.

Confira a íntegra da Audiência Pública: 

 

Manancial: BdF Rio Grande do Sul

Edição: Katia Marko

Manancial: Brasil de Indumentária

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