Nanoplásticos podem viajar das vegetais aos insetos e aos peixes –

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Novo estudo realizado pelos cientistas da University of Eastern Finland mostra que os nanoplásticos podem viajar das vegetais aos insetos e aos peixes.

Já sabemos que pequenas partículas de resíduos plásticos transportados pela chuva podem entrar nos corpos de peixes, que são depois consumidos pelos seres humanos.

Novas pesquisas, porém, mostram que tais partículas podem entrar na enxovia nutrir por outra via, viajando da terreno, através de planas para os insetos e para os peixes.

Segundo a nota de prensa da University of Eastern Finland, os cientistas começaram por cultivar alface no solo contendo 250 nanómetros de poliestireno e partículas de policloreto de vinilo (PVC).

Estes plásticos foram escolhidos porque constituem uma grande percentagem dos resíduos plásticos presentemente encontrados no envolvente.

Em seguida 14 dias, as vegetais foram colhidas e alimentadas com larvas de mosca-soldado preto, que são normalmente utilizadas porquê manadeira de proteínas na manjar bicho.

Depois de as larvas se terem nutrido da alface durante cinco dias, foram por sua vez alimentadas com peixe barata de chuva gulosice durante mais cinco dias. Algumas das alfaces, larvas e peixes foram depois dissecados e examinados através de microscopia eletrónica de varrimento.

Verificou-se que ambos os tipos de nanopartículas foram inicialmente absorvidas pelas raízes das vegetais, acumulando-se posteriormente nas folhas.

Quando essas folhas eram comidas pelas larvas, algumas das partículas eram passadas para a boca e tripa — as partículas ainda estavam presentes mesmo depois de as larvas terem sido autorizadas a esvaziar as suas tripa durante um período de 24 horas.

As nanopartículas foram depois encaminhadas das larvas para os peixes, onde foram encontradas principalmente no fígado, mas também nas guelras e no tecido intestinal.

É de notar que nem a alface, nem as larvas, nem os peixes mostraram quaisquer reações adversas à aspiração das nanopartículas.

Dito isto, outros estudos sugeriram que, no mínimo, as nanopartículas de plástico podem recolher agentes patogénicos de ambientes poluídos, passando depois esses agentes patogénicos para as vegetais ou animais.

“Os nossos resultados mostram que a alface pode aspirar nanoplásticos do solo e transferi-los para a enxovia nutrir”, disse Fazel Monikh, responsável principal do estudo, publicado leste mês na Nano Today.

“Isto indica que a presença de pequenas partículas de plástico no solo poderia estar associada a um risco potencial para a saúde dos herbívoros e dos seres humanos se estes resultados fossem generalizáveis para outras vegetais e culturas e para o envolvente do campo. No entanto, é ainda urgentemente necessária mais investigação sobre o tema”.

  Inês Costa Macedo, ZAP //

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