Nascente é o ano mais indiferente do resto da vida de 559 milhões de crianças

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Fani / UNICEF Cambodia

Um estudo da UNICEF adverte que a subida frequência destes episódios deve expor 2,02 milénio milhões de crianças ao problema até 2050.

Tapume de 559 milhões de crianças em todo o mundo estão expostas a altas frequências de ondas de calor, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Puerícia, UNICEF.

A dependência alerta que, até 2050, todos os habitantes do planeta nesta tira etária estarão expostos a ondas de calor mais constantes, duradouras e mais severas.

Na antecâmara da 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP27, no Egito, a dependência divulgou uma novidade estudo com dados sobre o impacto das ondas de calor nas crianças até 2050.

O estudo revela que todos os 2,02 milhares de milhões de crianças do mundo estarão em 2050 expostas a altas frequências de ondas de calor, independentemente do cenário a ser conseguido.

Segundo o relatório da UNICEF, publicado com o título de “O Ano mais indiferente do resto das suas vidas: Protegendo as crianças dos impactos crescentes das ondas de calor”, 23% das crianças já estão afetadas pelas ondas de calor em todo o mundo.

Mas num cenário de baixa emissão de gases de efeito estufa em 2050, com um aquecimento estimado de 1,7 graus por ano, o totalidade subirá para 1,6 milénio milhões de crianças.

Já num “cenário de emissão de gases de efeito estufa muito tá”, com um aquecimento estimado de 2,4 graus até 2050, serão 1,9 milénio milhões de crianças.

Na Ásia, Índia e Paquistão houve uma vaga de calor extremo desde o final de março, com temperaturas supra dos 40°C. Além de vítimas humanas, estão a ocorrer falhas de robustez generalizadas, incêndios e perdas de colheitas.

No setentrião da África aumentaram os incêndios florestais nos últimos anos devido às temperaturas extremamente elevadas. Um exemplo do efeito humanitário desses eventos ocorre na Argélia. Pelo menos 44 pessoas morreram, mais de 250 ficaram feridas e 500 famílias foram deslocadas — só em agosto.

O Brasil é um dos países que aparece nos exemplos globais de calor deste ano. Na região centro-oeste ocorreram temperaturas extremamente altas durante vários dias em agosto.

Nos Estados Unidos, quase todas as regiões tiveram temperaturas supra da média em 2022. O mês de setembro começou com mais de 61 milhões de pessoas sob alerta, vigilância e avisos ativos de calor extremo. Neste país, as ondas de calor matam mais pessoas do que qualquer outro sinistro relacionado ao clima.

A UNICEF destaca que as ondas de calor afetam mais as crianças do que os adultos: bebés e crianças pequenas não são capazes de regular a temperatura corporal uma vez que os adultos, ficando em maior risco quando expostos a altas temperaturas.

O potencial de contrair lesões está mais presente nas crianças, por estas passarem mais tempo ao ar livre do que os adultos para recrear, praticar desporto e outras atividades, além dos riscos sociais e educacionais.

Entre as ameaças para a saúde física estão o aumento de doenças respiratórias crónicas, asma e doenças cardiovasculares, além do desenvolvimento de casos de alergias, diarreia, fome, grave peso de promanação, insolação e stres térmico, e um ressaltado índice de exposição a doenças transmitidas por mosquitos.

Para a UNICEF, essas descobertas realçam que é urgente harmonizar os serviços essenciais para as crianças à medida que aumentam os impactos do aquecimento global.

O relatório defende a mitigação contínua, para evitar os efeitos de episódios de ondas de calor mais longas, quentes e temperaturas extremas mais elevadas.

A dependência da ONU enfatiza a valia de medidas “urgentes e dramáticas” de mitigação de emissões para moderar o aquecimento global e proteger vidas.

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