Netflix perde quase 1 milhão de subscritores (e terá ficado satisfeita)

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John-Mark Smith / Pexels

Maior quebra de sempre foi, no entanto, mais suave do que se pensava. Empresa quer lucrar com as 100 milhões de casas que não pagam o serviço.

Eram os números mais aguardados do mercado do streaming, nos últimos tempos: a Netflix anunciou que perdeu aproximadamente 970 milénio subscritores no segundo trimestre de 2022.

É a maior perda de sempre, na história da empresa – mas os seus responsáveis até terão ficado satisfeitos. Ou aliviados.

É que, há três meses, quando apresentou a contabilidade do primeiro trimestre do ano, a Netflix admitiu que esperava perder 2 milhões de assinantes entre Abril e Junho. Ficou-se pela metade – provavelmente muito por justificação do sucesso da série Stranger Things.

O ritmo de aceleramento de orquestra larga, a partilha de contas com pessoas que não moram na mesma moradia, a concorrência (YouTube, Amazon, Hulu) que tem vindo a crescer e macro-factores uma vez que a crise económica, a inflação, a guerra na Ucrânia e a pandemia são factores fundamentais para esta queda.

Na missiva enviada aos seus investidores, a empresa indica que desceu de 221.6 milhões de clientes para quase 220.7 milhões.

Tal uma vez que já tinha sido anunciado, vai progredir o regime de assinatura com publicidade, em 2023. Na semana passada a Netflix informou que a Microsoft será a empresa parceira neste novo protótipo. A Microsoft levou a melhor sobre a Google e sobre a NBCUniversal. Ainda não se sabe quanto vai custar o pacote com anúncios.

Depois de ter iniciado um teste para terminar com as partilhas gratuitas de perfis, a Netflix assegurou neste transmitido que vai tentar lucrar verba nos “mais de 100 milhões de casas” que vêem a Netflix sem remunerar. A novidade anunciada na segunda-feira passada, que também se aplica em países da América, chama-se “aumentar uma moradia”: somar outra morada ao perfil, com mensalidade mais baixa.

Apesar das perdas consideráveis, a Netflix continua a ser a plataforma de streaming com mais utilizadores.

As previsões para o próximo trimestre são de incremento: voltar aos 221.6 ou 221.7 milhões de assinantes e chegar às receitas de 7.6 milénio milhões de euros.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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