No México, Lula defende união da América Latina contra a

0
5117

De passagem pelo México, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta terça-feira (1º), a cooperação entre os povos da América Latina em prol do firmeza e da tranquilidade.

Depois de ser recebido pelo chanceler mexicano Marcelo Erbard, o petista falou ao jornal mexicano La Jornada: “Precisamos trabalhar um mundo de cooperação, firmeza e tranquilidade, com instituições internacionais representativas e efetivas”, declarou, sem referir diretamente o conflito entre Rússia e Ucrânia.

O aquecimento global, a pandemia e a desigualdade social, nas palavras de Lula, “exigem uma reforma profunda da governança global”. “A América Latina tem que estar unida nesse esforço para um mundo que quer tranquilidade e não aguenta mais a guerra”, afirmou o ex-presidente. 

Agenda internacional

A agenda internacional de Lula foi retomada nesta segunda (28), depois ser interrompida pelo agravamento da pandemia de covid-19 em função da versão ômicron. O petista já esteve na Europa e na Argentina, onde se encontrou com lideranças políticas. 

A agenda de Lula prossegue no México na terça-feira (2), quando se reunirá com o presidente Andrés Manuel López Obrador. O ex-presidente é escoltado pela presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, pelo senador Humberto Costa (PT-PE), pelo ex-chanceler brasílio Celso Amorim e pelo ex-ministro Aloizio Mercadante.

:: “Acreditamos num mundo multipolar”, diz Lula no Parlamento Europeu; leia o exposição na íntegra ::

Governar será mais difícil que se escolher, prevê Lula

Na entrevista, Lula foi questionado sobre a situação atual do Brasil e lamentou o aumento da pobreza e da miséria. “Estou convicto de que o povo brasílio se cansou dessa anomalia que estamos vivendo, e um democrata será eleito em 2022”, disse. 

“Meu duelo é voltar [à Presidência], fazer melhor do que já fiz, com toda a experiência e aprendizagem que tive ao longo dos anos”, complementou o petista. O La Jornada destacou a ampla vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), apontada por pesquisas eleitorais. 

Lula não descartou que opositores voltem a utilizar manobras antidemocráticas para interromper seu procuração. “A guerra para restaurar a democracia plena no Brasil será difícil, mas estou otimista. O duelo de governar e reconstruir o Brasil é maior do que vencer as eleições”, assinalou. 

Edição: Rodrigo Durão Coelho

Manadeira: Brasil de Indumentária

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.