Novo vírus em morcegos. Patógenos semelhantes matam 1 em cada 3 pessoas

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Mops condylurus

Patógenos semelhantes àquele encontrado em morcegos na Tanzânia e RD Congo podem matar até um terço das pessoas que infetam.

Cientistas descobriram um novo vírus que afeta morcegos insetívoros sem rabo (Mops condylurus) capturados na Tanzânia e na República Democrática do Congo. Em desculpa está o vírus Kiwira, um tipo de hantavírus, de quem transe para o seres humanos ainda não está confirmado, embora os cientistas estejam atentos.

Depois a infeção em humanos, os hantavírus causam febre, seguida de insuficiência renal e respiratória, que eventualmente pode levar à falência dos órgãos e consequente morte.

Oriente tipo de vírus espalha-se para os humanos através do contacto com animais infetados. Segundo o Daily Mail, a doença causada pelo vírus pode matar até um terço das pessoas que infeta.

“A deteção de vários indivíduos infetados em dois países africanos, incluindo animais com infeção sistémica por hantavírus, fornece evidências de replicação ativa e circulação seguro do vírus Kiwira em morcegos M. condylurus e aponta para esta espécie uma vez que hospedeiro proveniente”, lê-se no estudo publicado recentemente na revista Viruses.

Os autores do estudo, citados pelo site prateado Perfil, avisam que a espécie é conhecida por empoleirar-se “dentro e à volta das habitações humanas”, razão pela qual o “potencial transbordamento do vírus Kiwira para os humanos deve ser considerado”.

Em 2014, um estudo sugeriu que esta mesma espécie de morcegos, na Guiné-Conacri, pode ter sido a manancial da maior epidemia de sempre do vírus do Ébola. O surto terminou com mais de 28.600 casos e 11.325 mortes.

“A proximidade de uma grande colónia de morcegos sem rabo criou uma oportunidade para a infeção. As crianças apanhavam e brincavam frequentemente com morcegos nesta árvore”, disse na fundura a equipa de cientistas.

Teme-se que o mesmo possa ocorrer agora com o vírus Kiwira. Ainda assim, não há muitas evidências que sugiram que o vírus represente sequer um problema significativo para os morcegos, com exclusivamente seis dos 334 morcegos da Tanzânia e um dos 49 morcegos do Congo a serem portadores da doença.

Todavia, os investigadores salientam que “a doença por hantavírus geralmente manifesta-se uma vez que uma doença febril com sintomas inespecíficos […] e pode ser facilmente ignorada”.

“O terrificante sobre estes vírus zoonóticos é que o processo de propagação está sempre a ocorrer. A covid-19 é um grande exemplo”, disse Chelsea Wood, professora de ecologia de parasitas na Universidade de Washington, em enunciação à National Geographic.

Em junho, a OMS disse que os morcegos provavelmente transferiram o coronavírus covid-19 para humanos e que a sua origem zoonótica era a explicação mais provável.

  Daniel Costa, ZAP //

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